Secretária de Agricultura dos EUA aponta desmatamento ilegal e tarifa sobre etanol como justificativas para sobretaxar o Brasil
A tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo presidente Donald Trump, ganhou uma defensora vocal nesta sexta-feira, 17. A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, recorreu às redes sociais para justificar a medida e lançar acusações diretas contra o Brasil.
Acusações de concorrência desleal e desmatamento
Em sua publicação, Brooke Rollins declarou que uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) identificou indícios de práticas prejudiciais aos produtores rurais norte-americanos.
As alegações incluem a cobrança de tarifas de importação pelo Brasil sobre o etanol norte-americano e a comercialização de produtos vinculados ao desmatamento ilegal.
“Por anos, o Brasil colocou agricultores e pecuaristas norte-americanos em desvantagem por meio de práticas comerciais desleais e desmatamento ilegal”, escreveu Brooke. “Esses dias de injustiça estão acabando.”
Queda de 87% nas exportações de etanol para o Brasil
Um dos pontos centrais da argumentação da secretária envolve o setor de etanol. Segundo ela, a taxação aplicada pelo governo brasileiro tem impacto severo sobre os exportadores americanos do produto.
“A tarifa injusta de 18% do Brasil sobre o etanol norte-americano reduziu as exportações de etanol dos EUA para o Brasil em mais de 87% desde 2018”, afirmou Brooke.
Agradecimento a Trump e ao USTR
Brooke Rollins também dirigiu agradecimentos ao presidente Donald Trump e ao USTR pela decisão de impor a sobretaxa. Para a secretária, a medida representa um passo na direção de equilibrar as condições de competição no mercado agrícola internacional.
“Estamos lutando para abrir mercados, garantir condições de concorrência justas e colocar os agricultores e produtores dos Estados Unidos em primeiro lugar”, acrescentou a secretária de Agricultura.
Pressão contínua sobre parceiros comerciais
A política comercial do governo Trump, conforme descrita por Brooke Rollins, visa assegurar condições mais equilibradas para agricultores e pecuaristas norte-americanos.
A secretária sinalizou que Washington não pretende recuar e seguirá pressionando países que, na avaliação da Casa Branca, mantêm barreiras consideradas injustas ao comércio.

