Celebridades 08/07/2026 06:51
Opinião: Messi já engoliu Maradona e o resto que lute pelo terceiro lugar

Lionel Messi anda em campo. Às vezes, erra pênaltis. Para os analistas apressados de plantão, cada sutil sinal de desgaste do camisa 10 da Argentina parece o prenúncio de um adeus definitivo.
Mas ele simplesmente se nega a parar.
E quem genuinamente ama o futebol não deveria criticar, deveria agradecer de joelhos. Se fosse biologicamente possível, a Fifa deveria congelar Messi para garantir que sua genialidade jamais tivesse um fim.
A verdade nua e crua doa a quem doer: não existiu nenhum jogador maior do que Lionel Messi desde que Pelé se despediu dos gramados. Não há margem para debate com Cristiano Ronaldo. Ronaldo Fenômeno? Foi uma força da natureza, um verdadeiro titã, mas não cabe na mesma prateleira de plasticidade.
Peço desculpas sinceras aos devotos de Dios, mas Messi já deixou Diego Maradona para trás. E se alguém ousar colocar Neymar na mesma frase, o silêncio desdenhoso é a única resposta que esse argumento merece.
Os críticos de sofá costumam relativizar os feitos do craque dizendo que ele sempre esteve cercado por elencos geniais.
A realidade da história é inversa: a Argentina campeã do mundo é, em sua grande maioria, composta por operários dedicados, cujo maior mérito tático é carregar o piano para que o camisa 10 desfile o seu estrelato.
Messi carregou o fardo psicológico de um jejum de 36 anos nas costas antes de finalmente alcançar a glória eterna no Catar.
Uma vez retirado o fardo, o que vemos na Copa de 2026 é um homem que resolveu apenas desfrutar. Messi joga leve. Ele se dá ao luxo de caminhar pelo gramado escolhendo o momento exato de dar o bote; dá-se ao luxo de falhar na marca da cal. É como se ele jogasse com a certeza absoluta de que, a qualquer minuto, desenhará um lance capaz de mudar o destino da história.
Hoje, isolado como o maior artilheiro de todos os tempos da história das Copas do Mundo, marca que fatalmente será superada por Kylian Mbappé em algum momento do futuro, sua capacidade de desequilibrar continua impressionante. São gols, assistências milimétricas e uma entrega competitiva de quem parece ter 20 anos de idade.
Tudo isso ganha contornos ainda mais dramáticos quando lembramos que, longe dos holofotes e do glamour dos estádios, ele entra em campo carregando o fardo emocional de ver o próprio pai internado em um hospital.
Se a Argentina conseguir o feito monumental de conquistar o bicampeonato consecutivo neste ano, poderemos finalmente abrir a discussão mais proibida do futebol: quem foi maior, Messi ou Pelé?
Por enquanto, sem pressa para o veredito, nos resta apenas contemplar e torcer para que o craque adie a aposentadoria o máximo possível. Quanto aos outros debates da internet, deixemos que os mortais escolham quem foi o terceiro maior da história. O topo está muito bem ocupado.

Descrição Jornalista
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