STF amplia cerco a penduricalhos e ameaça afastar presidentes de tribunais - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Judiciário 07/07/2026 10:03

STF amplia cerco a penduricalhos e ameaça afastar presidentes de tribunais

STF amplia cerco a penduricalhos e ameaça afastar presidentes de tribunais

STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que presidentes de sete tribunais prestem esclarecimentos sobre pagamentos feitos a magistrados acima dos limites definidos pela Corte para os chamados “penduricalhos”.

Foram intimados os presidentes dos tribunais de Justiça do Distrito FederalGoiásMaranhãoParanáRio de JaneiroRio Grande do Norte e Rondônia.

As decisões foram tomadas na segunda-feira (6), após notícias de que tribunais estaduais estariam descumprindo os parâmetros fixados pelo Supremo para conter remunerações acima do teto constitucional, hoje em R$ 46,4 mil.

Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes deram prazo de 48 horas para que os tribunais enviem informações detalhadas sobre os valores pagos a magistrados da ativa, aposentados e pensionistas entre abril e julho deste ano.

Também deverão ser encaminhadas cópias das folhas de pagamento do período, com a discriminação individualizada das verbas remuneratórias e indenizatórias.

Nas decisões, os ministros advertiram que a configuração de qualquer descumprimento às determinações do STF sobre os limites de pagamento poderá levar ao afastamento do cargo, além de responsabilização penal, civil e disciplinar.

Conforme mostrou a CNN, tribunais estaduais têm contornado a decisão do Supremo e seguem pagando remunerações muito acima do teto constitucional. Dados do Portal de Remuneração da Magistratura apontam pagamentos que chegaram a R$ 1 milhão em maio.

Pela regra definida pelo STF, a remuneração poderia alcançar, no máximo, R$ 78,5 mil, considerando o teto constitucional e o limite de 35% para verbas indenizatórias autorizadas.

Os chamados penduricalhos são benefícios, auxílios e indenizações pagos além do salário-base. Em decisão anterior, o Supremo proibiu parte dessas verbas, como auxílio-alimentação, auxílio-moradia e indenização por acervo processual, e estabeleceu limite para pagamentos ainda permitidos.

Ricardo Rosado de Holanda
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