Consumidor 23/05/2026 13:26
Pesquisa revela qual é o maior medo dos passageiros de carros de aplicativo no Brasil

O maior medo dos usuários de aplicativos de transporte não acontece dentro do carro, mas antes mesmo do embarque. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Ipsos para a inDrive, obtida com exclusividade pelo Jornal do Carro.
Segundo o levantamento, realizado em 2026 com mil pessoas de todas as regiões do Brasil, 72% da percepção de vulnerabilidade ocorre enquanto o passageiro aguarda o veículo ou solicita a corrida, e não durante o trajeto.
O estudo identificou que 42% dos entrevistados se sentem mais vulneráveis ao pedir uma corrida em locais desconhecidos, enquanto outros 30% apontam a espera na rua como o momento de maior exposição.
“Nosso objetivo inicial era trazer uma perspectiva de segurança mais ampla, além dos nossos canais internos. Queríamos entender o mercado brasileiro como um todo, não apenas quem já usa o aplicativo”, afirma Larissa Coutinho, porta-voz da empresa.
O tema ganha relevância em um mercado em expansão. Dados da PNAD Contínua mostram que o Brasil tinha 878 mil trabalhadores em aplicativos de transporte de passageiros em 2024, enquanto 43,8% dos condutores de automóveis atuavam por plataformas digitais. Hoje, segundo o governo, este número é estimado em 1,2 milhão.
A pesquisa também mostrou mudança nos critérios de escolha dos aplicativos. Para 30% dos entrevistados, segurança é o principal fator na hora de selecionar uma plataforma, superando preço e tempo de espera. Entre os três fatores mais citados, segurança aparece para 63% dos respondentes.
Outro dado mostra que 84% dos usuários sentem-se mais seguros quando podem escolher o motorista com base em informações como nota, histórico e número de corridas realizadas.
Segundo Larissa Coutinho, a percepção de segurança influencia diretamente a permanência dos usuários nas plataformas. “Quanto mais seguro o usuário se sente, maior a tendência de usar novamente e se fidelizar ao aplicativo”, afirma.
O levantamento identificou diferenças importantes no recorte de gênero. “As mulheres se sentem, em geral, mais inseguras do que a média dos respondentes. Elas têm uma necessidade maior de informações antes da corrida, conferem se o motorista corresponde ao perfil do aplicativo e acompanham mais a rota durante a viagem”, diz Larissa Coutinho.
No material da pesquisa, mulheres relataram ainda maior atenção a itens como placa do veículo, modelo do carro, foto do motorista e avaliações anteriores antes do embarque.
Outro ponto levantado pelo estudo é o impacto dos cancelamentos. Segundo a Ipsos, 55% dos usuários já foram afetados por corridas canceladas, situação que prolonga o tempo de espera e mantém o passageiro mais tempo exposto na rua. Em resposta a esse cenário, plataformas têm investido em ferramentas de monitoramento e canais de suporte durante as viagens.
O crescimento do setor — quase 900 mil trabalhadores em apps de transporte em 2024, segundo o IBGE — coloca a segurança cada vez mais no centro do debate sobre mobilidade urbana no Brasil.
Deu em Estadão

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