Câmara aprova projeto que proíbe registro de sigilo sobre gastos da administração pública - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Câmara Federal 22/05/2026 10:05

Câmara aprova projeto que proíbe registro de sigilo sobre gastos da administração pública

Câmara aprova projeto que proíbe registro de sigilo sobre gastos da administração pública

Câmara dos Deputados encaminhará ao Senado, após aprovação, o projeto de lei que proíbe o registro de sigilo sobre informações relativas a gastos da administração pública e considera ato de improbidade administrativa a imposição de sigilo sobre informações relacionadas a despesas públicas em desacordo com as hipóteses e procedimentos previstos em lei.

De autoria dos deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e Marcel van Hattem (Novo-RS), o projeto de lei teve a relatoria do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).

Câmara aprova projeto que proíbe registro sigilo sobre gastos da administração pública Foto: Adobe Stock

A proposta altera a Lei de Acesso à Informação (LAI) para assegurar o direito de obter “informação pertinente à despesa de custeio ou de representação, inclusive diária, alimentação, hospedagem, passagem, aquisição de bem, à despesa de locomoção e à despesa paga via suprimento de fundos”.

O texto também impossibilita a classificação dessas informações como risco à segurança de instituições e altas autoridades. Além disso, não se aplica a esses dados a restrição de informações pessoais relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem.

O projeto permite ainda que o Congresso Nacional reveja a classificação de informações e as decisões proferidas pela Comissão Mista de Reavaliação de Informações no âmbito da administração pública e federal, mediante decreto legislativo aprovado em ambas as Casas.

O texto também inclui na Lei de Improbidade Administrativa, como ato vedado, “impor sigilo à informação para obter proveito pessoal ou de terceiro, ou para fins de ocultação de ato ilegal cometido por si ou por outrem”.

O relator disse que buscou “fortalecer o princípio republicano da transparência, ampliar a capacidade de fiscalização da sociedade e das instituições de controle e assegurar que o regime de acesso à informação continue a cumprir seu papel fundamental na promoção da integridade administrativa, da responsabilidade na gestão dos recursos públicos e da confiança da sociedade nas instituições do Estado”.

Deu em Estadão

Ricardo Rosado de Holanda
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