Segundo uma reportagem publicada pela Gazeta do Povo, um estudo divulgado no periódico Journal of Open Inquiry in the Behavioral Sciences apontou uma associação entre posicionamentos políticos de esquerda e maior incidência de diagnósticos relacionados à saúde mental nos Estados Unidos.
O artigo, intitulado “Ideologia esquerdista, saúde mental e modificações corporais”, foi desenvolvido pelos pesquisadores Emil O. W. Kirkegaard e Meng Hu. Segundo a Gazeta do Povo, os autores aplicaram questionários a 978 participantes americanos.
De acordo com a análise, indivíduos identificados com posições mais à esquerda apresentaram, com maior frequência, diagnósticos como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), depressão e ansiedade.
O estudo também relacionou esses participantes a índices menores de satisfação com a vida.
Segundo a publicação, os pesquisadores utilizaram perguntas comportamentais e sociais para identificar tendências ideológicas antes de questionar diretamente os entrevistados sobre filiação política.
A reportagem também destaca que o estudo analisou a relação entre posicionamento político e modificações corporais.
Conforme os autores, cabelos tingidos com cores consideradas não naturais, além do uso de piercings e tatuagens, apareceram com mais frequência entre pessoas alinhadas à esquerda política. Ainda segundo o portal, os pesquisadores interpretaram essas modificações como possíveis formas de autoexpressão associadas à rejeição de padrões tradicionais.
O estudo apontou também que participantes identificados com posições mais conservadoras apresentaram maiores índices de satisfação com a vida e menor prevalência de diagnósticos clínicos.
A reportagem cita ainda levantamentos anteriores realizados pelo Pew Research Center e por universidades americanas, que identificaram diferenças relacionadas à percepção de saúde mental entre grupos políticos nos Estados Unidos.
Especialistas em saúde mental e comportamento costumam ressaltar que pesquisas desse tipo analisam correlações estatísticas e não estabelecem relações diretas de causa e efeito entre ideologia política e transtornos psicológicos.


