Em 2025, o Brasil produziu cerca de 230 mil toneladas de camarão cultivado, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC).
O crescimento ocorre principalmente devido à abertura de novas fronteiras produtivas fora do litoral. Produtores adotam tecnologias que permitem o cultivo em ambientes com alta ou baixa salinidade, o que fortalece a segurança alimentar, gera renda e descentraliza a atividade.
A criação em regiões interiores, no entanto, exige atenção ao equilíbrio nutricional dos animais, sobretudo em águas de baixa salinidade. Para enfrentar esse desafio, empresas ampliam investimentos em pesquisa e desenvolvimento de rações funcionais capazes de reduzir perdas e melhorar o desempenho produtivo.
Segundo Ricardo Garcia, gerente de Produtos de Aquicultura da ADM, a expansão para o interior acompanha as demandas do setor.
“A interiorização da carcinicultura avança com base na oportunidade de produção em regiões com baixa salinidade. Trabalhamos para apoiar a sustentabilidade econômica dos produtores, com soluções que reduzem o impacto ambiental, aumentam a rentabilidade e promovem o bem-estar animal”, afirma.
Expansão
O executivo destaca ainda que esses fatores são essenciais para consolidar a atividade em novos territórios. “Nosso objetivo é contribuir para uma produção mais eficiente e responsável, apoiando o desenvolvimento dos camarões em diferentes sistemas de cultivo”, acrescenta.

O Brasil ocupa atualmente a quarta posição entre os maiores consumidores de camarão do mundo, atrás de China, Estados Unidos e Japão.
A espécie mais cultivada no país, o Litopenaeus vannamei, apresenta alta adaptabilidade a ambientes de baixa salinidade, o que favorece a expansão da atividade para longe do litoral.
A interiorização da carcinicultura também contribui para diversificar a produção, ampliar a oferta no mercado interno e fortalecer cadeias produtivas regionais.
Ao distribuir a atividade em diferentes localidades, o setor se torna mais resiliente e sustentável, reduzindo a dependência exclusiva das áreas costeiras.


