Deu em G1/RN
Alimentos 18/03/2026 08:17
Quanto tempo você precisa trabalhar para comprar comida em Natal?

Você já parou para pensar quantas horas por mês é preciso trabalhar para comprar comida em Natal? Ou que porcentagem do salário mínimo é gasta com alimentos básicos – os presentes na cesta básica?
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) faz esse cálculo para cada capital do país, em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
De acordo com o levantamento, Natal é a quinta capital do país onde as pessoas precisam trabalhar menos para comprar os alimentos da cesta básica: 83 horas e 43 minutos por mês.
O relatório de fevereiro mostrou que São Paulo é a capital onde as pessoas mais precisam trabalhar para comprar os alimentos básicos, seguida por Rio de Janeiro (112h14) e Florianópolis (108h14).
➡️ Em fevereiro deste ano, Natal teve a maior alta no preço da cesta básica no mês de fevereiro entre as capitais brasileiras, segundo o Dieese: o preço da cesta básica na capital potiguar aumentou 3,52% entre janeiro e fevereiro. Apesar disso, em comparação com o ano anterior, houve uma redução de quase 5%.
Veja gráfico abaixo:
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Gráfico mostra as horas de trabalho gastas por mês para adquirir alimentos. — Foto: Arte/g1
Na capital potiguar, a cesta básica em fevereiro custou, em média, R$ 616,84, segundo o Dieese. Esse valor representa 41,14% do salário mínimo. Ou seja, esse é o percentual que o trabalhador potiguar precisa gastar de um salário mínimo para comprar os alimentos básicos no mês.
A média nacional foi de 46,13% do rendimento líquido para comprar a cesta básica nas 27 capitais pesquisadas.
O cálculo considera o salário já com o desconto de 7,5% da contribuição para a Previdência Social.
São Paulo também lidera o ranking de comprometimento da renda: 56,88% do salário mínimo é gasto com a cesta básica. Já Aracaju aparece no fim da lista, com 37,54% do salário comprometido (veja abaixo).
O relatório também estima qual deveria ser o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família. Em fevereiro, esse valor deveria ter sido de R$ 7.164,94 — cerca de quatro vezes maior que o piso atual de R$ 1.621.
O cálculo é feito com base no custo da cesta básica mais cara do país, que naquele mês foi a de São Paulo.
Porcentagem do salário mínimo utilizada para comprar comida. — Foto: Arte/g1

Descrição Jornalista
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