Sexo 06/01/2026 10:09
Sexo perigoso: conheça nova droga que tem virado moda e pode matar

Uma nova droga tem caído na graça do público carioca e de quem é adepto de chemsex — sexo praticado sob o efeito de entopecentes.
O GHB, sigla para O gama-hidroxibutirato, é um produto químico usado em contextos médicos, e causa relaxamento. No entanto, combinado com outras substâncias, pode levar à morte.
De acordo com o jornal O Globo, a substância foi localizado na pochete ao lado do corpo do turista russo, de 33 anos, Denis Kopanev, encontrado em setembro do ano passado numa trilha do Horto, na Zona Sul do Rio.
Ele ficou quatro meses desaparecido. A polícia apontou que Kopanev usou, além da substância, cocaína e metanfetamina, popularmente conhecida como o “crack dos ricos”.
Esse coquetel, apesar de perigoso, pode apimentar o sexo, já que eleva os níveis dos neurotransmissores cerebrais, proporcionando, assim, maior sensações de prazer, pois se sobrepões às sensações provocadas por hormônios sexuais.
As estimativas do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês), trazidas no Relatório Global sobre Drogas publicado de 2024, apontam que o consumo de drogas sintéticas se mantém em expansão e é dominado pelos estimulantes do tipo anfetamina, como metanfetamina, ou tina, como é popularmente conhecida.
O relatório também aponta que facções organizadas como empresas verticais são uma das condições favoráveis para essa proliferação. Por isso, a febre dessa mistura no Rio e em outras metrópoles do Brasil. O consumo comum está, além de quatro paredes, nas baladas.
Ainda conforme O Globo, a rede de assistência social e de saúde tiveram um crescimento nesse tipo de atendimento ano após ano no município.
Os dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), dizem que em 2023 e 2024, respectivamente, 8.997 e 13.789 pacientes passaram por tratamento no Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (Capsad), um aumento de mais de 53% comparado à outros anos.
Já em 2025, 14.956 pacientes passaram por atendimento no Capsad e este nem é o número fechado.
“Na rede de urgência e emergência, 8.449 pacientes com relato de consumo de álcool e drogas foram atendidos em 2024. Neste ano, até o momento, 9.603 foram atendidos”, destacou a SMS ao jornal.
Deu em Portal Terra