Política 27/10/2025 05:16
Advogado de Trump ironiza pressa de Lula em classificar reunião como “ótima”

A rápida declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificando como “ótima” a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste domingo (26), em Kuala Lumpur, virou alvo de ironia do advogado americano Martin De Luca, que representa a Trump Media em ações relacionadas às redes sociais do republicano.
Segundo De Luca, o contraste entre o entusiasmo de Lula e o silêncio de Trump após o encontro seria um sinal de que o resultado da conversa não foi tão produtivo quanto o governo brasileiro quis demonstrar.
“Você sabe que uma reunião é um sucesso retumbante quando um lado fica completamente em silêncio e o outro se apressa em declará-la ‘ótima’ — citando como prova que ambos concordaram em realizar novas reuniões… que já vêm acontecendo há semanas. Como dizem em Brasília: progresso”, ironizou o advogado no X (antigo Twitter).
Em outra postagem, De Luca comentou o comportamento do chanceler Mauro Vieira e do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, durante entrevistas à imprensa.
“A linguagem corporal diz tudo. O chanceler brasileiro diz que não discutiram as razões das tarifas e sanções impostas, e 10 segundos depois admite que falaram sobre o julgamento de Bolsonaro. Mais progresso? Ou eles só foram para uma sessão de fotos?”, escreveu o advogado.
A observação faz referência às falas dos assessores brasileiros, que tentaram minimizar a abordagem de temas sensíveis, como as sanções aplicadas pelos EUA a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sob a Lei Magnitsky — entre eles Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.
O tarifaço imposto por Washington a produtos brasileiros e as sanções contra autoridades do STF foram temas indiretos da conversa, segundo Márcio Rosa.
Ele afirmou que Lula defendeu as instituições brasileiras e considerou injustas as punições aplicadas pelo governo americano.
“O presidente Lula utilizou como exemplo a injustiça da aplicação da Lei Magnitsky em relação a algumas autoridades, como do Supremo Tribunal Federal. Respeitou-se o devido processo legal, e não há nenhuma perseguição política ou jurídica”, declarou Rosa.
O Palácio do Planalto avaliou a reunião como “positiva e produtiva”, enquanto a Casa Branca optou por não comentar o conteúdo do diálogo bilateral.

Descrição Jornalista
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