Guerras 16/06/2025 12:49
Como Israel contornou defesa aérea, atingiu instalações nucleares e matou autoridades do Irã

Os ataques de Israel no conflito com o Irã —que começou na última sexta-feira (13) e continua nesta segunda (16)— já somam 224 mortes, incluindo a de líderes militares e cientistas iranianos.
Mesmo diante de retaliação por parte de Teerã, especialistas apontam vantagem das forças israelenses ao realizarem ataques que conseguem contornar a defesa aérea iraniana, matar autoridades e atingir instalações nucleares.
Os ataques de Israel:
Os ataques do Irã deixaram danos menores. Desde o início do conflito, 22 pessoas morreram em Israel, e não há registros de ataques de grande porte bem-sucedidos contra instalações ou comandantes militares.
Para especialistas, o conflito expõe a dificuldade de Irã em defender seu território e atacar o adversário.
Veja abaixo três fatores que contribuem para essa superioridade israelense até aqui:
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Fumaça sobe de uma explosão após os ataques israelenses ao Irã, em Teerã, neste domingo (15). — Foto: Hamid Amlashi/Reuters
Um dos fatores que permitiram a Israel construir a vantagem atual foi uma operação realizada em outubro de 2024.
À época, Israel lançou três ondas de ataques com foco em neutralizar baterias de defesa aérea iranianas, como o sistema S-300.
“O objetivo era degradar, essa capacidade defensiva do Irã, abrindo o caminho para ataques mais profundos no futuro”, disse Vitelio Brustolin, pesquisador da Universidade de Harvard e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Vitelio Brustolin.
Para Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM, o episódio foi determinante para que Israel tivesse facilidade para penetrar o espaço aéreo iraniano.
“Se a gente quiser fazer uma frase: hoje, os céus iranianos são de Israel”, afirmou o especialista em entrevista à GloboNews no domingo (15).
Estruturas de produção de mísseis foram atingidas, conta Brustolin.
“Israel destruiu equipamentos vitais para a produção de mísseis avançados (Fattah 1, Kheibar Shekan) (…) adiando o reabastecimento iraniano em meses ou até mais de um ano.”
Em abril e outubro de 2024, o Irã realizou ataques contra Israel usando mísseis e drones.
Mas, como aponta o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) – que há décadas estuda o poderio militar global –, as iniciativas mostraram “limitações desses sistemas tanto para penetrar sistemas defesa antimíssil avançados como para atingir a precisão necessária para causar danos significativos à infraestrutura militar”.
O IISS aponta, ainda, que o resto das forças militares convencionais do Irã sofrem com obsolescência – especialmente na força área, que tem ficado desatualizada.
Alvo de sanções, o país depende da indústria local para abastecer suas necessidades, mas, embora eficiente em produzir alguns materiais militares avançados – o Irã, por exemplo, é um grande exportador de drones –, ela é incapaz de atender a todas as necessidades de armamentos.
Além disso, o orçamento militar do Irã, US$ 8 bilhões de dólares, é cerca doe 1/3 do israelense, US$ 34 bilhões, segundo o IISS.
Enfraquecimento de aliados
Segundo o cientista político Carlos Gustavo Poggio, o Irã enfrenta uma situação geopolítica delicada.
Isolado internacionalmente, com apoio limitado da Rússia — de quem depende para ter acesso a armas mais modernas, mas que está envolvida no confronto com a Ucrânia — e com milícias aliadas em colapso no Líbano, Iraque e Síria, Teerã vê sua influência regional diminuir.
O Hezbollah, grupo armado baseado no Líbano e um dos mais importantes aliados do Irã, foi alvo do Israel durante um conflito que se estendeu de 2023 e 2024. Nele, diversas lideranças do grupo libanês foram mortas, e estruturas – como fábrica de drones – foram destruídas.
A queda do regime de Bashar al-Assad, aliado-chave na Síria, comprometeu ainda mais suas rotas de abastecimento e apoio a grupos como o Hezbollah.
“O Irã está praticamente isolado nesta guerra do ponto de vista de aliados, tanto não estatais [como o Hezbollah], quanto aliados estatais. O apoio da Rússia certamente não é um apoio decisivo e mesmo que quisesse, a Rússia tem os seus próprios problemas com a guerra na Ucrânia, que tem sido muito mais custoso do que a Rússia havia antecipado”, disse Poggio à GloboNews neste domingo.
Deu em G1

Descrição Jornalista
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