Saúde 04/06/2025 18:42
Japão desenvolve sangue artificial compatível com todos os tipos sanguíneos; testes este ano

O Japão se prepara para dar um passo histórico, que pode revolucionar a ciência para sempre: vai começar a testar o sangue artificial, compatível com todos tipos sanguíneos.
E será ainda este ano.
Se a ideia for bem-sucedida, pode resolver uma das maiores dificuldades enfrentadas por hospitais no mundo todo, que é a falta de sangue disponível para fazer transfusões e salvar vidas.
Esses testes serão na Universidade Médica de Nara. Essa novidade vem na esteira de um outro teste inicial feito em 2022 que mostrou que as chamadas “vesículas de hemoglobina” são seguras e conseguem transportar oxigênio como as células sanguíneas normais.
O estudo foi publicado na revista científica Transfusion e divulgado esta semana na NewsWeek. Ele fala da criação das “vesículas de hemoglobina”. Com 250 nanômetros, elas imitam a função dos glóbulos vermelhos naturais no transporte de oxigênio. Em testes feitos com coelhos, o sangue artificial apresentou resultados semelhantes ao sangue real e o melhor: sem causar efeitos colaterais graves.
A grande vantagem
Uma das maiores vantagens dessa inovação é a compatibilidade universal. Isso elimina a necessidade de testes de tipagem sanguínea em situações de urgência.
O sangue sintético também pode ser armazenado à temperatura ambiente por mais de um ano. Já o sangue humano exige refrigeração e tem validade limitada.
O sangue artificial é ideal para uso em regiões de difícil acesso, como áreas isoladas, zonas de conflito e em desastres naturais. Agora, a próxima fase dos estudos vai usar entre 100 e 400 mililitros desse sangue artificial em voluntários, para verificar se ele é mesmo seguro antes de sonhar mais alto: usar o sangue artificial em larga escala nos hospitais até 2030.
Não depende de doadores
A pesquisa é uma esperança para o Japão e para o resto do mundo. Países ricos e pobres têm dificuldades para manter estoques de sangue suficientes, e o Japão quer se antecipar a um problema que pode se agravar: a baixa taxa de natalidade e o envelhecimento da população.
O sangue artificial usa a hemoglobina — proteína que leva oxigênio para o corpo — vinda de doações de sangue já expiradas. O grande segredo é que os cientistas conseguem “empacotar” essa hemoglobina em cápsulas protetoras. Isso elimina o maior desafio das transfusões: a necessidade de compatibilidade de tipos sanguíneos.
Outro método desenvolvido no país usa a hemoglobina encapsulada em proteínas especiais chamadas albuminas. Essa técnica já foi testada em animais e mostrou que pode ajudar a manter a pressão arterial e tratar condições como hemorragias e derrames.
Desafio mundial
A falta de sangue para transfusões não é um problema só do Japão. Em países mais ricos, a maioria das doações vem de voluntários, mas mesmo assim ainda falta sangue para quem tem tipos sanguíneos raros.
Em países mais pobres, menos da metade da demanda é atendida, e a maior parte dos produtos derivados do sangue, como imunoglobulinas e fatores de coagulação, precisa ser importada.
O estudo da Organização Mundial da Saúde revelou que, em 106 de 175 países, todos os produtos de plasma são importados. Isso afeta diretamente o tratamento de doenças graves.
No Japão, o desafio é ainda maior. Com a população envelhecendo e menos jovens para doar sangue, fica difícil manter os estoques. Por isso, o sangue artificial virou uma prioridade para os pesquisadores japoneses.
Esperança para o futuro
O professor Hiromi Sakai, da Universidade Médica de Nara, lidera essa pesquisa tão importante.
Ele disse que, se os testes forem bem-sucedidos, será possível criar estoques de sangue que não dependem de doações constantes. Isso significaria salvar milhões de vidas em todo o mundo, especialmente em países onde a falta de sangue é uma realidade diária.
Até 2030, o Japão espera que o sangue artificial esteja pronto para ser usado nos hospitais.
Se der certo, será uma conquista médica de proporções épicas, mostrando que a ciência pode oferecer esperança onde antes havia apenas escassez.


Descrição Jornalista
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