Medicina 04/02/2025 13:14
Legista que concluiu que mulher ‘se suicidou’ com 20 facadas admite equívoco
Pais de Ellen Greenberg, que tinha 27 anos, lutam para mudar o laudo da morte

Um legista que disse que a morte de uma professora da Filadélfia (EUA) encontrada com muitos hematomas e 20 facadas — incluindo 10 na parte de trás da cabeça e pescoço —, em 2011, foi decorrente de “suicídio” agora admite que estava equivocado.
Por mais de uma década, a família de Ellen Greenberg, morta aos 27 anos, lutou para anular a decisão do legista.
O processo movido pelos pais da morta acusa autoridades locais e o serviço médico-legal de encobrir a morte de sua filha e participar de uma “conspiração oculta com o propósito de disfarçar o homicídio de Ellen como suicídio”, de acordo com documentos legais, citados pelo “NY Post”.
Em dezembro do ano passado, os pais de Ellen obtiveram uma vitória, quando um juiz disse a eles que a declaração de “suicídio” para encerrar o caso era “intrigante”, abrindo o caminho para a reabertura do caso.
Marlon Osbourne inicialmente considerou a morte de Ellen um homicídio devido ao grande número de facadas, mas, quando a polícia contestou o seu laudo, o legista mudou sua decisão para suicídio sem uma explicação.
Osbourne mudou de opinião novamente, escrevendo em declaração no sábado (1/2), segundo relato da emissora WPVI: “É minha opinião profissional que a maneira como Ellen morreu deve ser designada como algo diferente de suicídio”.
O legista associou a mudança de versão a dúvidas levantadas sobre o caso:
“Por exemplo, se o noivo de Ellen foi visto entrando no apartamento antes de fazer a ligação para o 911 em 26 de janeiro de 2011; se a porta foi arrombada conforme relatado; se o corpo de Ellen foi movido por outra pessoa dentro do apartamento no momento ou próximo ao momento de sua morte.”
Na época de sua morte, Ellen, que tinha 27 anos, não apresentava qualquer sinal de depressão e se mostrava empolgada com o casamento com Sam Goldberg, que disse que voltou para casa de uma academia, arrombou a porta e encontrou o corpo da sua noiva em seu apartamento compartilhado em Manayunk, um bairro tranquilo na Filadélfia.
O noivo nunca foi listado como suspeito.
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Especialistas contratados pelos Greenberg apontaram inconsistências: uma faca achada no apartamento estava virada, possivelmente sugerindo que ela havia se envolvido em uma luta, e um corte na parte de trás de sua cabeça pode tê-la deixado inconsciente e incapaz de se defender.
Além disso, evidências mostraram que pelo menos duas das 20 facadas foram infligidas depois que o coração da professora já havia parado de bater.
“Ellen se esfaquear 20 vezes antes de morrer é ridículo”, disse Joshua Greenberg, o pai da jovem professora.
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