Universo 12/07/2022 12:40
4,6 bilhões de anos-luz: telescópio James Webb faz imagem mais nítida e profunda do universo
A imagem foi mostrada ao presidente dos EUA, Joe Biden, durante um encontro na Casa Branca.

A primeira imagem colorida divulgada pelo novo telescópio espacial James Webb é considerada a visão infravermelha mais profunda e detalhada do Universo até hoje, contendo a luz das galáxias que levaram bilhões de anos para chegar até nós.
A imagem foi mostrada ao presidente dos EUA, Joe Biden, durante um encontro na Casa Branca.
Na terça-feira (12/07) a Nasa (agência espacial americana) divulga outras imagens feitas pelo equipamento.
O presidente norte-americano Joe Biden quis ressaltar o investimento do país no telescópio: “Essas imagens vão lembrar ao mundo que os Estados Unidos podem fazer grandes coisas e lembrar ao povo americano – especialmente nossos filhos – que não há nada além de nossa capacidade”.
“Podemos ver possibilidades que ninguém jamais viu antes. Podemos ir a lugares que ninguém jamais foi antes.
O James Webb, lançado em 25 de dezembro do ano passado, custou US$ 10 bilhões (cerca de R$ 53 bilhões) e é o sucessor do famoso telescópio espacial Hubble.

Ele fará diversos tipos de observações do céu, mas os dois principais objetivos são sondar planetas distantes para investigar se eles podem ser habitáveis e fazer imagens das primeiras estrelas a brilhar no Universo há mais de 13,5 bilhões de anos.
O que é visto na imagem é um aglomerado de galáxias na constelação de Volans no Hemisfério Sul, conhecido pelo nome de SMACS 0723.
O aglomerado em si está a cerca de 4,6 bilhões de anos-luz de distância. Ou seja, o telescópio vê no passado.
É a consequência de a luz ter uma velocidade finita em um cosmos vasto e em expansão.
Ao sondar cada vez mais fundo, o objetivo é recuperar a luz das estrelas pioneiras à medida que elas se agruparam nas primeiras galáxias.

O Webb, com seu espelho dourado de 6,5 m de largura e instrumentos infravermelhos supersensíveis, conseguiu detectar nesta imagem a forma distorcida (os arcos vermelhos) de galáxias que existiam apenas 600 milhões de anos após o Big Bang (o Universo tem 13,8 bilhões de anos).
Os cientistas afirmam que, pela qualidade dos dados produzidos pelo Webb, telescópio detecta o espaço muito além do objeto mais distante nesta imagem.
Como consequência, é possível que este seja o campo de visão cósmico mais profundo já obtido.

CRÉDITO,NASA O James Webb é tão grande que precisa ser dobrado para caber no nariz de seu foguete de lançamento

Descrição Jornalista
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