FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Crianças 27/12/2021 08:51

Vídeo com diretor da OMS falando que vacina “mata” criança assusta; entidade alega fala fora de contexto

O diretor da entidade, que é da Etiópia, errou a pronúncia da palavra "criança" em inglês, e vídeo foi tirado de contexto

Na última semana, um vídeo que mostra o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) falando que vacinas “matam crianças” tem circulado nas redes sociais.

As imagens foram retiradas de uma entrevista coletiva concedida em 20/12 a jornalistas da imprensa internacional em Genebra, na Suíça, e têm sido compartilhadas dentro e fora do Brasil.

A OMS defende que é mais importante usar as vacinas para imunizar indivíduos que não tomaram nem uma dose e vivem em países de baixa renda, como os profissionais de saúde africanos, do que aplicar as injeções em menores de idade, que têm menos risco de doença grave, hospitalização e morte.

O diretor, que é da Etiópia, tem bastante sotaque e parece errar ao falar a palavra “children” (que significa crianças, em inglês), e o som saiu como “kil” ao invés de “chil”. Ele imediatamente continua com a pronúncia correta.

O erro soa como “kill children” (matar crianças, em português). À BBC Internacional, um porta-voz da OMS afirma que o diretor-geral gaguejou na primeira sílaba da palavra.

“Ele repetiu a mesma sílaba, e saiu ‘cil-children’. Qualquer interpretação diferente dessa é 100% incorreta”, diz a fonte.

Em nota enviada a agências internacionais, a entidade afirma que o vídeo que circula nas redes sociais e questiona a segurança das vacinas para crianças está “completamente e falsamente fora de contexto”, e que a intenção de Ghebreyesus era dizer que “se o reforço for usado, é melhor que o foco seja naqueles grupos que têm risco da forma grave da doença ou morte, em vez de, como estamos vendo, alguns países dando reforço para crianças, o que não é correto”.

O posicionamento oficial da OMS sobre a imunização de crianças é que as vacinas aprovadas para este público se mostraram seguras e eficazes, com resultados semelhantes aos encontrados em adultos.

Porém, como as crianças não são consideradas grupo de risco, a entidade acredita que as doses devem ser distribuídas com prioridade para países onde profissionais de saúde e idosos ainda não receberam nem a primeira dose.

Deu em Metrópoles

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


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