FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
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Tecnologia 21/06/2021 12:08

Usina nuclear chinesa está vazando gás e vive “ameaça radiológica iminente”, diz operadora

Estatal francesa Framatome diz que há acúmulo e liberação de gás radioativo em reator de Taishan, a 130 km de Hong Hong; empresa enviou carta pedindo ajuda ao governo dos EUA; China nega risco 

Usina nuclear chinesa está vazando gás e vive “ameaça radiológica iminente”, diz operadora

Estatal francesa Framatome diz que há acúmulo e liberação de gás radioativo em reator de Taishan, a 130 km de Hong Hong; empresa enviou carta pedindo ajuda ao governo dos EUA; China nega risco

“A situação é uma ameaça radiológica iminente, para o local e para o público, e a Framatome solicita permissão urgente para transferir dados e assistência técnica que possam ser necessários para retornar a usina à operação normal”, afirma a carta enviada pela Framatome (divisão nuclear da estatal francesa EDF) ao US Department of Energy no dia 8 de junho, e obtida pela CNN americana.

O problema, diz a Framatome, é que o reator número 1 da usina nuclear de Taishan, a 130 km de Hong Kong, está vazando um gás radioativo, sem que as autoridades façam algo para contê-lo.

Pelo contrário: segundo a carta da Framatome (que ajudou a construir a usina, inaugurada em 2018, e participa de sua operação), a China simplesmente tem liberado o gás e aumentado seguidamente os limites permitidos na atmosfera.

“Para garantir que os limites de dose off-site [radioatividade liberada pela usina] sejam mantidos em níveis aceitáveis, e não causem danos à população no entorno, a TNPJVC [joint venture entre os chineses e a Framatome] deve obedecer um limite regulatório, e desligar o reator se ele for excedido”, afirma o documento.

Dentro de um reator, há dezenas de milhares de barras de urânio, que são usadas na fissão nuclear. Essas barras têm um revestimento especial, geralmente uma liga de alumínio e zircônio.

Ele serve para impedir que o urânio tenha contato direto com a água que passa dentro do reator. O reator Taishan-1 usa 60 mil barras de urânio.

E algumas delas (apenas cinco, diz a China) têm rachaduras no revestimento – que podem ter sido causadas por falhas na fabricação ou danos durante sua instalação no reator.

Deu em Superinteressante

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista