Tragédias 19/07/2026 17:38
Terremoto mais destrutivo dos últimos tempos pode estar próximo de atingir a Califórnia

Um terremoto catastrófico pode estar próximo de atingir a Califórnia (Estados Unidos). Segundo estudos da Universidade de Bern e da Universidade do Havaí, a falha de San Andreas, a maior fratura tectônica do mundo, localizada no estado americano, está no seu nível mais alto de tensão dos últimos mil anos.
E é justamente esse acúmulo sísmico que engatilha uma ruptura geológica capaz de desencadear grandes tremores de terra.
A Falha de San Andreas é como uma espinha dorsal da Califórnia, que tem 1.287 quilômetros do seu território cortados pela formação geológica. O desnível tectônico lembra uma serpente, que passa pelos Vales de Coachella e do Silício, pelas Montanhas de San Gabriel e pela Ponte Golden Gate.
Há ainda outra falha geológica californiana importante, a de San Jacinto, que se estende por mais de 200 quilômetros ao sul do estado. Grandes metrópoles do estado, como Los Angeles e São Francisco, não são cortadas pelas falhas, mas sofreriam impacto considerável se um terremoto fosse desencadeado pelas rachaduras
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f551ea7087a47f39ead75f64041559a/internal_photos/bs/2026/z/v/YnrNDESWeBepl4kluvpA/damage6.jpg)
Apesar da ferocidade das rachaduras tectônicas em diversos eventos catastróficos, como o do início do século XX, as formações estiveram calmas nos últimos 100 anos. Não é a agitação das formações que preocupa, mas sim o seu longo silêncio, sobretudo a quietude de San Andreas.
O movimento diário das placas tectônicas gera pressão sobre as formações rochosas que formam as fissuras e, em algum momento, essa energia acaba liberada por meio de uma fragmentação interna, que gera um terremoto.
Há um entendimento de que quanto maior o acúmulo de tensão, mais danoso pode ser o abalo sísmico, de forma que a tranquilidade das falhas acende um alerta para o que pode estar por vir.
“Continuamos acumulando essa energia sísmica, e ela precisa ser liberada. E a única maneira de liberá-la é por meio de grandes terremotos”, constatou a geóloga Kate Scharer, do Serviço Geológico dos Estados Unidos, ao Los Angeles Times. Ela é uma das coautoras do estudo “Os pequenos terremotos não são suficientes para isso”, publicado recentemente.
Os californianos nascidos nos séculos XX e XXI só viram o caos de um terremoto causado por San Andreas em produções de Hollywood, como o filme “Terremoto: A Falha de San Andreas”, que necessitou de recursos gráficos artificiais para representar a catástrofe.
Abalos Sísmicos mais recentes, como o de Northridge, ocorrido em 1994 não teve a mesma dimensão que um fenômeno impulsionado pela maior falha geológica do país. Naquele incidente, a magnitude foi alta, de 6,7 na escala Richter, mas a extensão dos tremores foi pequena, atingindo apenas uma parte pequena de Los Angeles. O evento deixou 57 mortos e milhares de feridos.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f551ea7087a47f39ead75f64041559a/internal_photos/bs/2026/I/Z/yZUdhiQkuPy9S6m0WEKA/whatsapp-image-2026-07-17-at-20.19.36.jpeg)
Diferentemente do tremor dos anos 90 e de outros ocorridos nos últimos 100 anos, uma pesquisa do Serviço Geológico dos Estados Unidos publicada em 2008 projeta consequências muito mais graves para um terremoto provocado por San Andreas.
A estimativa é que o próximo abalo sísmico da falha de magnitude 7,8 provocaria tremores violentos simultaneamente em Los Angeles, Orange, Riverside, San Bernardino, Ventura e Imperial, podendo resultar em 1.800 mortes.
Uma publicação de 2015 do órgão, chamada “A Nova previsão de terremotos para o complexo de falhas da Califórnia”, afirma que há probabilidade de 60% de um terremoto de magnitude 6,7 ou superior atingir a região de Los Angeles até 2045.
Já o estudo “Cajon Pass e o Sistema de Falhas de San Andreas Meridional: Acumulação de Tensão do Ciclo Sísmico e Carga Atual”, publicado em junho no Geophysical Research: Solid Earth, calculou que a falha de San Andreas e a falha de San Jacinto estão em seu nível máximo de tensão tectônica desde o ano 1.100.
A pesquisa “constatou que a tensão tectônica atingiu níveis mais altos do que em qualquer outro momento de todo esse registro.
A partir do modelo, vemos que as condições que historicamente precederam grandes rupturas conjuntas cruzando ambos os sistemas de falhas estão agora se aproximando”, disse ao Los Angeles Times Liliane Burkhard, autora principal do estudo e cientista da Universidade de Berna, na Suíça, e do Instituto de Geofísica e Planetologia do Havaí, na Universidade do Havaí.
Entretanto, os resultados dos estudos não são uma previsão, e a pesquisa têm limitações e incertezas. Ainda assim, a sugestão de que os sistemas de falhas estão “mais sobrecarregados do que em qualquer outro momento nos últimos mil anos é uma descoberta que merece ser levada a sério”, disse Burkhard.
A cientista acredita que “no fim das contas, a mensagem mais importante é simples: vamos garantir que estejamos preparados”.

Descrição Jornalista
02/08/2026 09:40 242 visualizações
Faz parte da classe média? Veja suas chances de chegar ao grupo dos mais ricos em cada estado
01/08/2026 12:49 214 visualizações
A psicologia explica por que algumas pessoas simplesmente não conseguem pedir desculpas
02/08/2026 06:18 210 visualizações
01/08/2026 20:00 207 visualizações
“O povo despreza o político”, diz membro da Academia Brasileira de Letras
01/08/2026 11:11 205 visualizações
Lula chama Flávio e Eduardo Bolsonaro de “filhos do Satanás”
01/08/2026 14:21 201 visualizações
02/08/2026 04:33 201 visualizações
IMD abre 55 vagas externas para cursos gratuitos em TI
01/08/2026 05:53 197 visualizações
Estátua de 11 metros em homenagem ao Diabo é construída no Ceará
01/08/2026 14:56 189 visualizações
Botafogo se reapresenta com novidades
01/08/2026 10:42 175 visualizações