FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Celebridades 17/01/2026 18:43

Supostas vítimas de Michael Jackson entram na justiça e pedem mais de R$ 1 bilhão

Supostas vítimas de Michael Jackson entram na justiça e pedem mais de R$ 1 bilhão

Supostas vítimas de abuso sexual de Michael Jackson entraram na Justiça dos Estados Unidos com um pedido de indenização no valor de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão) contra o espólio do cantor. A informação foi divulgada pelo portal TMZ.

A ação envolve Frank Cascio e seus irmãos, que afirmam que um acordo fechado em 2020 com a família do artista teria sido firmado sob coação.

O processo foi protocolado nesta quinta-feira, 15. Enquanto os representantes do espólio classificam a iniciativa como uma tentativa de extorsão, os advogados da família Cascio sustentam que os danos psicológicos decorrentes dos supostos abusos persistem até hoje.

Durante a audiência, Marty Singer, advogado do espólio do Rei do Pop, declarou que as acusações fazem parte de uma estratégia para obtenção de ganhos financeiros.

A defesa dos Cascio, por sua vez, rejeitou essa interpretação. Howard King, advogado da família, afirmou ao tribunal que seus clientes continuam traumatizados e que um dos irmãos estaria “gravemente abalado” pelos episódios relatados.

De acordo com o portal Estadão, King acrescentou que, ao assumir o caso em 2024, entrevistou os cinco irmãos, reunindo mais de dez horas de depoimentos gravados em vídeo.

Para justificar o valor da indenização solicitada, o advogado citou um acordo anterior envolvendo Michael Jackson, que teria resultado no pagamento de cerca de US$ 25 milhões (R$ 134 milhões) a um único acusador nos anos 1990. No processo atual, são cinco os supostos envolvidos.

Assistente pessoal

Frank Cascio atuou como assistente pessoal de Michael Jackson e integrou seu círculo mais próximo por mais de 30 anos. A relação começou depois que o pai de Cascio conheceu o cantor enquanto trabalhava em um hotel em Nova York.

Com o passar do tempo, Jackson passou a frequentar a casa da família, especialmente após os atentados de 11 de setembro, conforme reportagem do New York Amsterdam News.

No ano de 2011, Cascio publicou o livro “Meu amigo Michael”, no qual defendeu o cantor. Na obra, apontou que o comportamento de Jackson com crianças era “inocente” e que o artista havia sido “mal interpretado”, afirmando nunca ter presenciado qualquer situação suspeita.

Um novo cenário

De acordo com o espólio, tudo teria mudado após a exibição do documentário Leaving Neverland, da HBO, em 2019. Segundo os coexecutores do patrimônio de JacksonJohn Branca e John McClainCascio e seus advogados teriam procurado os administradores do espólio para oferecer materiais e serviços de consultoria, o que acabou resultando em um impasse jurídico.

Em janeiro do ano seguinte, as partes firmaram um acordo confidencial, que previa cláusulas de arbitragem e pagamentos parcelados ao longo de cinco anos.

A disputa voltou à tona em julho de 2024, quando Cascio passou a exigir US$ 213 milhões (cerca de R$ 1,15 bilhão). Segundo os representantes do espólio, a ameaça incluía ampliar a divulgação das acusações e interferir em negociações comerciais relevantes.

Entre os negócios mencionados está a venda de 50% do catálogo musical do artista para a Sony, que foi concluída em 2024 por US$ 600 milhões (R$ 3,2 bilhões). Segundo o espólio, a nova ação judicial estaria diretamente relacionada a esse contexto.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.
Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


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