Comportamento 24/09/2023 09:47
Síndrome de abstinência de adrenalina? Psiquiatras explicam sintomas da apresentadora Sandra Annenberg
Jornalista conta que passou a sentir taquicardia na hora do programa; corpo demora a se acostumar com mudanças, mas abstinência não é a melhor definição dos sintomas, afirmam

A jornalista Sandra Annenberg contou nesta semana que precisou de ajuda psiquiatra após a saída da bancada do “Jornal Hoje”, da TV Globo, em 2019, e disse que teve “síndrome de abstinência de adrenalina”.
Mas adrenalina vicia? Psiquiatras ouvidos por O GLOBO explicam que não, mas que é comum passar pelo que a ex-apresentadora viveu.
Annenberg deixou o “Jornal Hoje” depois de uma rotina de 20 anos.
Logo depois disso, ela precisou procurar um psiquiatra porque tinha taquicardia sempre por volta das 12h30, 13h, o horário em que a jornalista gravava a chamada do programa. Foram cerca de dois anos com esse problema, ela afirmou no podcast Sem Nome Pode.
— Eu tive síndrome de abstinência de adrenalina, porque durante 20 anos eu produzi uma adrenalina no mesmo horário, e eu continuei produzindo adrenalina [após deixar o JH], e até eu conseguir reabsorver isso e reprogramar o meu corpo, levou tempo. Da mesma forma que você leva tempo se preparando para fazer alguma coisa, você leva tempo para deixar de fazer aquela coisa — contou a jornalista.
De acordo com a psiquiatra Danielle Admoni, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), não existe o diagnóstico de “síndrome de abstinência de adrenalina”.
Além disso, esse hormônio não causa exatamente uma dependência. De acordo com ela, o que explica os sintomas de Annenberg é, assim como ela disse, a demora do corpo em se reacostumar com uma nova rotina.
— Na hora do jornal, ela tinha um baita pico de estresse. A adrenalina vai lá para cima para estar alerta. Como ficou muitos anos nesse ritmo, o corpo se acostumou a tal horário ter tal a reação e acontece mesmo sem o fator desencadeante, que era apresentar o programa — explica Admoni.
O psiquiatra Marcelo Feijó, especialista em estresse, explica que os sintomas são, na verdade, uma espécie de energia sobrando, que antes era gasto na atenção do programa ao vivo. Além disso, ele afirma, isso pode acontecer com qualquer pessoa que se aposenta ou que interrompe uma atividade que exerce há muito tempo.
— O ideal é se preparar para parar. Quando essa aposentadoria é abrupta, em casos de demissão, por exemplo, esse problema é ainda mais grave — explica.

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