Uncategorized 03/10/2020 10:19
Setor do turismo perdeu 50.000 empresas de março a setembro, diz CNC
Com a pandemia de covid-19, 50.000 estabelecimentos turísticos fecharam as portas de março a agosto deste ano.

Com a pandemia de covid-19, 50.000 estabelecimentos turísticos fecharam as portas de março a agosto deste ano.
O valor corresponde 16,7% de bares, restaurantes, hotéis, pousadas, agências de viagens e serviços de transportes, cultura e lazer do Brasil.
Um estudo da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo neste sábado (3.out.2020), mostra que os setores mais atingidos foram os de “bares e restaurantes” (fechamento de 39.500 pontos), “hotéis, pousadas e similares” (5.400) e “transporte rodoviário” (1.700).
A confederação compilou dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). De acordo com o levantamento, todos os entes federativos perderam empresas turísticas.
São Paulo foi o Estado com maior redução de estabelecimentos: 15.200. Foi seguido de Minas Gerais (5.400), Rio de Janeiro (4.500) e Paraná (3.800).
“Tem gente fazendo obra em hotel porque não adianta abrir agora, melhor esperar a pandemia passar, abrir tem custos associados. O setor aéreo preocupa muito também, porque a crise pode levar a uma concentração ainda maior do mercado, com reflexos nos preços das passagens aéreas”, afirmou o economista Fabio Bentes, responsável pelo estudo da CNC.
Durante o período analisado pela CNC, 481,3 mil postos de trabalho formais no setor ligado ao turismo foram fechados. “O impacto dessa mortandade de empregos no mercado de trabalho é gigantesco. O setor tinha 3,4 milhões de trabalhadores formais antes da pandemia. Houve uma destruição de quase 14% dos empregos no setor”, disse Bentes.
De acordo com a CNC, o setor deixou de movimentar R$ 207,85 bilhões entre a 2ª quinzena de março e o fim de setembro. Isso significa que o turismo explorou 26% do potencial de geração de receitas.
Manoel Linhares, presidente nacional da ABIH Nacional (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), disse que as perdas seriam piores sem incentivos concedidos pelo governo federal. A ocupação, no entanto, permanece baixa.
“A ocupação média está em 20% da capacidade total. O hoteleiro precisa de 50% de ocupação para pagar os custos, então ele teve que diminuir gastos, dispensar funcionário”, falou Linhares.
Deu em Poder360

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