Saiba quais são os remédios que prometem revolucionar combate à Covid - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Pandemia 21/11/2021 09:07

Saiba quais são os remédios que prometem revolucionar combate à Covid

Tratamentos são destinados aos pacientes com alto risco de evolução para as formas graves da doença e complementam a ação das vacinas

Saiba quais são os remédios que prometem revolucionar combate à Covid

Em aproximadamente dois anos desde o registro do primeiro caso de Covid-19, a ciência deu um grande salto no desenvolvimento de vacinas e medicamentos com o potencial de conter o vírus Sars-CoV-2, causador da pandemia de Covid-19.

Depois do lançamento das vacinas, responsáveis pela queda no número de casos e mortes provocados pela doença nos países onde a campanha de vacinação avança, as atenções se voltam para os tratamentos antivirais desenvolvidos na forma de pílulas orais e injeções de anticorpos monoclonais, que simulam os produzidos pelo corpo humano.

As novas medicações são destinadas ao tratamento imediato após os primeiros sintomas, impedindo que pacientes de alto risco – como idosos, imunossuprimidos ou que tenham outras doenças capazes de complicar o quadro – evoluam para condições graves da infecção.

Por terem apresentado bons resultados nas pesquisas feitas até aqui, a comunidade científica deposita muita esperança no desenvolvimento desses remédios.

Conheça os principais remédios que prometem interromper a Covid-19 ainda no início:

Pílulas antivirais

Atualmente, existem dois medicamentos de uso oral e domiciliar em avaliação por agências reguladoras: o Paxlovid, da Pfizer, e o Molnupiravir, desenvolvido pelo grupo Merck Sharp & Dohme (MSD). Ambos são indicados para tratar pacientes com quadros de leve a moderado, nos primeiros cinco dias de sintomas. Eles atuam inibindo a replicação viral no organismo e a evolução para casos graves, são da classe de profilaxia pós-exposição (PPE).

Paxlovid, da Pfizer

O Paxlovid demonstrou eficácia de 89% na prevenção de hospitalizações e mortes de adultos com alto risco de complicações pela Covid-19 quando combinado com o antiviral ritonavir, usado contra a infecção pelo HIV.

Estudos clínicos da Pfizer mostraram melhores resultados quando o tratamento é iniciado até o terceiro dia de sintomas, com o uso da medicação a cada 12 horas, por cinco dias. Uma pesquisa em curso avalia se o Paxlovid pode evitar a transmissão entre pessoas que vivem na mesma casa.

A Food And Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, analisa pedido de uso emergencial do medicamento feito pela Pfizer no país.

Molnupiravir, da MSD

O antiviral Molnupiravir é indicado tanto para o tratamento após o início dos sintomas – preferencialmente até o quinto dia – como estratégia de prevenção para pessoas que estiveram com alguém que testou positivo para Covid-19 nas últimas 72 horas e estão apresentando pelo menos um sintoma da doença.

O estudo clínico de fase 3 mostrou a redução de aproximadamente 50% do risco de hospitalizações e mortes entre os pacientes que positivaram e tinham predisposição a desenvolver quadros graves da Covid. O uso avaliado foi de uma pílula a cada 12 horas por cinco dias.

O fármaco obteve, na sexta-feira (19/11), a primeira aprovação para uso emergencial, concedida pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês). A FDA avalia o pedido para sua utilização nos EUA, e a Anvisa analisa o mesmo tipo de pedido para o Brasil.

Deu em Metrópoles

Ricardo Rosado de Holanda
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Descrição Jornalista