Música 08/01/2022 09:22
Quinteto Violado tem trajetória revista em livro que expõe influência e modernidade do grupo nos anos 1970
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♪ Paraibano nascido em Campina Grande (PB), o jornalista José Teles vive há décadas no Recife (PE), cidade onde se tornou referência na escrita sobre a música nordestina – em especial sobre a produção musical dos artistas de Pernambuco, mapeada por Teles no livro Do frevo ao manguebeat (2000).
No livro Lá vêm os violados – Os 50 anos da trajetória artística do Quinteto Violado (2021), reposto em catálogo em outubro pela Cepe Editora com narrativa ampliada e com capa que expõe a imagem de chinelo de couro, Teles reconta a história do grupo formado originalmente por Toinho Alves (1943 – 2008) (voz e baixo), Fernando Filizola (viola), Marcelo Melo (voz, viola e violão), Luciano Pimentel (1941 – 2003) (percussão) e Alexandre dos Anjos, o Sando (flauta).
Símbolo de modernidade na música nordestina ao longo dos anos 1970 – década em que legou ao Brasil os álbuns Quinteto Violado (1972), Berra boi (1973), A feira (1974), Folguedo (1975), Missa do Vaqueiro (1976), Antologia do baião (1977), Até a Amazônia?! (1978) e Pilogamia do baião (1979) – e ainda em atividade neste ano de 2022, o quinteto se agrupou em 1970.
Contudo, foi em 9 de outubro de 1971, no distrito de Fazenda Nova, município de Brejo da Madre de Deus (PE), que a banda passou a ser conhecida como Quinteto Violado ao se apresentar em teatro erguido ao ar livre.
Esse show seminal é o ponto de partida da narrativa costurada por José Teles nas 218 páginas de Lá vêm os violados (há caderno de imagens do grupo ao fim do livro).
A terceira edição avança sobre a primeira, apresentada há dez anos no livro Lá vêm os Violados – 40 anos (2012). Além de abarcar os últimos dez anos da trajetória do Quinteto Violado, a atual edição corrige fatos e acrescenta outras histórias.
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Capa do livro ‘Lá vêm os violados – Os 50 anos da trajetória artística do Quinteto Violado’, de José Teles — Foto: Divulgação
Justificadamente, a essencial primeira década de vida do grupo domina a narrativa, sendo assunto de dez dos 24 capítulos do livro Lá vêm os violados.
Como o subtítulo do livro já esclarece, o foco do texto de Teles é a produção artística de discos e shows impactantes na trajetória artística do quinteto, casos de Missa do Vaqueiro (1976) e de Até a Amazônia?! (1978), rememorados no livro com depoimentos e reproduções de críticas.
O livro se exime de falar da vida pessoal dos integrantes do grupo, atualmente formado por Ciano Alves (flauta), Dudu Alves (teclados e direção musical), Marcelo Melo (voz e violão – único remanescente da formação original da banda), Roberto Medeiros (bateria) e Sandro Lins (baixo).
O recorte resulta acertado. Até porque a obra do Quinteto Violado paira soberana sobre as vidas dos integrantes, tendo influenciado gerações de músicos e inspirado as criações de grupos como Banda de Pau e Corda e Som da Terra pela abordagem contemporânea de gêneros nordestinos em músicas autorais e por arranjos que propuseram novos voos para standards como Asa branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1947).
Título enriquecedor da bibliografia musical brasileira, o livro Lá vêm os violados mostra que o Quinteto Violado foi em modernidade e influência para os anos 1970 o que a Nação Zumbi representou para a década de 1990 na música de Pernambuco, trilha fundamental da nação nordestina desde que o frevo é frevo.
Deu em g1

Descrição Jornalista
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