Agricultura 18/08/2021 12:00
Produtores rurais clamam por socorro e pedem união do RN
A seca que se abate sobre a parte não litorânea do Rio Grande do Norte é a maior dos últimos 100 anos.

A seca que se abate sobre a parte não litorânea do Rio Grande do Norte é a maior dos últimos 100 anos.
Essa situação deixa o produtor rural completamente descapitalizado e impotente, assistindo a falência do seu negócio e vendo seu rebando ser dizimado pela fome e a falta de água.
Foi o que disse o produtor e ex-deputado estadual Carlos Alberto Marinho (Cacau), numa entrevista em que conclamou a governadora Fátima Bezerra, a Assembleia Legislativa, a bancada federal e os prefeitos a saírem da atitude de inércia que adotam diante de realidade tão difícil.
– É preciso que despertem antes que seja tarde demais. Hoje, eu não sei se seremos capazes de preservar a metade do nosso rebanho – advertiu.
PRIORIDADE – Carlos Marinho acrescenta que o quadro mais agrave atinge regiões num raio de 150 quilômetros no entorno de Natal – como Agreste, Potengi, Trairi e Mato Grande.
– Os últimos dois anos foram perdidos. Não bastasse a pandemia, minando a nossa capacidade de produção agrícola, veio a maior seca dos últimos 100 anos, que está dizimando o rebanho – pela falta dágua e de volumoso (comida).
E prosseguiu: “Tivemos apenas chuvas localizadas em parte da região Oeste. Num raio de 150 quilômetros de Natal, com exceção da faixa litorânea, não teve chuva, não tem água e não tem alimentação para o gado”.
Resultado: “No tocante à produção de leite, nós só temos hoje leite na região de Jucurutu ou em algum ponto isolado, onde exista perímetro irrigado”.
PROVIDÊNCIAS – O ex-parlamentar chama a atenção para o poder político do Estado, representando, principalmente, pela governadora, Assembléia Legislativa, bancada federal e prefeitos municipais, com respaldo dos vereadores, para que nessa hora de crise, o produtor rural não se sinta só.
– Todos estão endividados e pendurados nos bancos, especialmente Banco do Nordeste e Banco do Brasil, sem a menor condições de pagar suas contas.
E continuou:
“O produtor rural está descapitalizado, não pode manter seu rebanho, e tão pouco, pagar a bancos – como o Banco do Nordeste e Banco do Brasil. Teriam que ser roladas as dívidas vencidas, uma carência de mais 3 anos, e as que se vencem este ano, terão que ser perdoadas dentro do seguro safra, ou prorrogadas por mais 10 anos, de modo que dê um fôlego, para que, se chover no próximo ano e as coisas se normalizarem, a atividade rural do semiárido volte a funcionar.
Na opinião de Carlos Marinho, sem a mobilização do poder político em defesa do produtor rural, as consequências serão catastróficas.

Descrição Jornalista
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