Brasil 20/03/2023 10:30
Por unanimidade, STF anula contrato de cessão de Fernando de Noronha a Pernambuco
Esse foi o primeiro passo para a validação do acordo firmado entre a gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Governo de Pernambuco para a gestão compartilhada do arquipélago.

Por unanimidade, o STF (Supremo Tribunal Federal) manteve a decisão do ministro Ricardo Lewandowski que declarou a invalidade de um contrato assinado em 2002 no qual a União cedia o uso de Fernando de Noronha a Pernambuco sob condições especiais.
Esse foi o primeiro passo para a validação do acordo firmado entre a gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Governo de Pernambuco para a gestão compartilhada do arquipélago.
Os 11 ministros votaram no sistema virtual da corte, em uma sessão que aconteceu nesta quinta-feira (16).
No ano passado, o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao Supremo que declarasse que Noronha é de domínio federal com base nesse contrato, o que levou ao conflito judicial com Pernambuco.
Na terça-feira (14), ao invalidar o contrato, Lewandowski justificou que o documento foi assinado apenas entre integrantes do Executivo e que seria necessária autorização legislativa para que ele fosse firmado.
“O contrato sob exame traduziu, a rigor, usurpação da competência legislativa, já que os supracitados dispositivos constitucionais estabelecem ao Poder Legislativo a prerrogativa de dispor sobre os bens pertencentes ao domínio público”, disse o ministro em sua decisão.
Lewandowski manteve, porém, os atos administrativos que foram tomados durante a vigência do contrato, “em homenagem ao princípio da boa-fé e da segurança jurídica, sem prejuízo da possibilidade de revisão desses mesmos atos, por mérito administrativo, pelo Poder Público competente”.
Por meio de nota, Lewandowski disse que “essa decisão é necessária para a análise e eventual homologação do acordo firmado entre a União e o estado de Pernambuco” e que segue analisando os termos. Não há data prevista para a validação do acordo.
O acordo de gestão compartilhada foi anunciado pela AGU (Advocacia-Geral da União) no último sábado (11) e prevê que as partes não poderão ampliar o perímetro urbano existente.
Elas devem, ainda, evitar construções irregulares e regularizar ou demolir aquelas já erguidas sem cumprimento de normas ambientais específicas do arquipélago.
“Até que seja elaborado um novo estudo de capacidade, com indicadores de sustentabilidade da ilha, o número de turistas não poderá ultrapassar 11 mil ao mês e 132 mil ao ano”, disse o governo, em nota.
Um comitê com gestores do governo federal e de Pernambuco será criado para acompanhar o cumprimento das obrigações de ambas as partes.
Segundo o governo, uma vez homologado, “o acordo vigerá por prazo indeterminado, só podendo ser substituído por novo ajuste entre as partes, igualmente submetido à apreciação prévia do STF”.
Com o acordo, o governo federal aceita desistir do debate sobre a titularidade do arquipélago –em uma mudança de posição, considerando a medida do governo Bolsonaro.
Deu em Folhapress

Descrição Jornalista
Marina Elali, Sambinha na Laje e Baile da Amada: veja agenda cultural do fim de semana em Natal
03/09/2026 07:08 298 visualizações
11/09/2026 07:24 295 visualizações
Datafolha, 1º turno: Lula, 38%; Flávio Bolsonaro, 33%; Cury, 8%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2%
04/09/2026 06:37 292 visualizações
Exclusivo: Moraes e Mendonça batem boca e quase chegam às vias de fato no STF
01/09/2026 16:40 282 visualizações
PGR pede anulação de provas que citam Moraes e Daniel Vorcaro
02/09/2026 05:12 281 visualizações
André Mendonça mapeia votos no STF para abrir investigação contra Alexandre de Moraes
01/09/2026 15:22 273 visualizações
Governo federal limita reajuste de servidores em 2027 com gatilho fiscal
01/09/2026 13:23 259 visualizações
Potigás conclui obras do Polo Gás Sal e região da Costa Branca já conta com oferta de gás canalizado
01/09/2026 05:55 253 visualizações
01/09/2026 06:17 247 visualizações