Servidores públicos 22/06/2021 09:43
Policiais civis aderem à mobilização nacional contra a Reforma Administrativa e fazem paralisação
Os policiais civis e servidores da Segurança do Rio Grande do Norte se reuniram em Assembleia Geral Virtual, na noite desta segunda-feira, 21, e deliberaram pela participação da categoria em uma mobilização nacional que será realizada na próxima quarta-feira, 23, contra a Reforma Administrativa.
Os policiais civis e servidores da Segurança do Rio Grande do Norte se reuniram em Assembleia Geral Virtual, na noite desta segunda-feira, 21, e deliberaram pela participação da categoria em uma mobilização nacional que será realizada na próxima quarta-feira, 23, contra a Reforma Administrativa.
Aqui no RN, a categoria decidiu, por unanimidade, realizar uma paralisação durante toda a manhã da quarta-feira, como forma de protesto e para chamar atenção da sociedade para os males que a PEC 32 trará não só para os servidores públicos. Com isso, o atendimento nas delegacias será suspenso das 8h às 12h.
“Muita gente se engana ao pensar que uma possível reforma administrativa seria apenas para cortar privilégios de servidores públicos. Na verdade, se essa PEC 32 for aprovada trará grandes retrocessos para instituições, como as polícias, pois permitirá que políticos voltem a ter controle e poder de demissão, manipulação e até extinção de cargos sem justificativas legais e morais”, explica Edilza Faustino.
De acordo com a presidente do SINPOL-RN, os defensores da reforma administrativa usam como argumento os possíveis privilégios dos servidores.
“No entanto, eles não informaram à sociedade que os verdadeiros privilegiados, como integrantes do poder legislativo e judiciário, por exemplo, não estão incluídos na reforma. Ou seja, não há nada de combate a privilégios nessa PEC 32”.
Por esse motivo, os policiais civis e servidores da segurança do RN decidiram paralisar as atividades na quarta-feira, dentro da mobilização nacional que reúne servidores de vários segmentos.
“Nossas categorias já sofrem com efetivo reduzido, sobrecarga de trabalho, falta de ferramentas adequadas, risco constante de morte [em serviço ou de folga] e, nos últimos anos, têm sofrido com vários ataques aos direitos. Não podemos permitir mais retrocessos e ameaças a quem tanto se sacrifica”, completa Edilza Faustino.
Fonte: Assessoria

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