Pílula impediu progressão do câncer de pulmão em 60% dos casos
Na terceira fase do ensaio, 296 pacientes não tratados receberam, aleatoriamente, lorlatinibe ou crizotinibe – outro inibidor de ALK. Os principais objetivos eram observar a sobrevida livre de progressão e a metástase do câncer para o cérebro.
Em cinco anos de tratamento, 60% dos pacientes que receberam lorlatinibe estavam vivos e sem qualquer sinal de progressão da doença. Entre os pacientes que receberam crizotinibe, a taxa foi de 8%.

“A análise mostra que o lorlatinibe ajudou os pacientes a viver mais tempo sem progressão da doença, com a maioria dos pacientes experimentando benefícios sustentados por mais de cinco anos, incluindo quase todos os pacientes com proteção contra a progressão da doença no cérebro”, explicou Solomon.
Falando de efeitos adversos, o lorlatinibe mostrou uma incidência de 77% em comparação aos 57% do crizotinibe, com destaque ao aumento de colesterol e triglicérides no sangue.
A redução da dose administrada foi capaz de controlar os efeitos do lorlatinibe sem afetar a eficácia do medicamento.


