A investigação sobre o Banco Master e sobre o senador e ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) é percebida pelos brasileiros como um escândalo que não se restringe a um único campo político.
A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (2/7) mostra um país praticamente dividido sobre quem estaria mais envolvido nas suspeitas de fraudes financeiras investigadas no caso.
Segundo o levantamento, 37,6% dos entrevistados apontam principalmente os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como os mais envolvidos no esquema.
Outros 36% responsabilizam os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A diferença entre os dois grupos é de apenas 1,6 ponto percentual, próxima da margem de erro da pesquisa, de um ponto percentual.
Já 17,1% avaliam que todos os grupos políticos estão igualmente implicados, enquanto 6,1% atribuem maior responsabilidade ao Centrão. Nenhum entrevistado afirmou que não há envolvimento político no caso.
O levantamento também mostra que a investigação já alcançou amplo conhecimento entre a população. Para 71,4% dos brasileiros, o caso envolvendo Jaques Wagner foi acompanhado de perto. Outros 22,5% afirmam ter ouvido falar das investigações, embora conheçam poucos detalhes, e apenas 6,1% disseram desconhecer o assunto.
Entre os entrevistados que afirmaram conhecer a investigação, a percepção predominante é de que o senador recebeu vantagens indevidas do Banco Master.
Essa é a avaliação de 74,3% dos respondentes, enquanto 9,4% acreditam que isso não ocorreu. Outros 16,2% disseram não saber responder. As perguntas desta etapa da pesquisa foram feitas apenas aos participantes que declararam conhecer o caso.
Ao avaliar as consequências políticas das investigações, os entrevistados também ficaram divididos. Para 37,8%, o episódio representa um problema exclusivamente pessoal de Jaques Wagner. Já 35,6% entendem que o caso afeta diretamente o presidente Lula, enquanto 23,5% avaliam que o desgaste atinge parte do governo federal.
Em relação aos reflexos eleitorais, não há consenso. Entre os brasileiros que disseram conhecer a investigação, 36,3% afirmam que o caso não deve prejudicar uma eventual candidatura de Lula à reeleição. Por outro lado, 32,4% acreditam que o impacto será grande, e 28,8% avaliam que haverá algum prejuízo, ainda que menor.
Realizada entre 26 e 30 de junho, a pesquisa ouviu 4.999 brasileiros adultos por meio de recrutamento digital aleatório.
O levantamento tem margem de erro de um ponto percentual, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.

