Pesquisa brasileira usa nanopartículas para combater câncer de mama - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
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Saúde 11/07/2025 13:26

Pesquisa brasileira usa nanopartículas para combater câncer de mama

Pesquisa brasileira usa nanopartículas para combater câncer de mama

Cientistas da Fiocruz estão realizando uma pesquisa com nanopartículas de óxido de ferro para combater o câncer de mama.

De acordo com a instituição, os mais recentes resultados mostram que essas nanopartículas conseguiram impedir que as células do câncer se multiplicassem e também ajudaram a evitar metástases – que é quando a doença atinge outros órgãos.

Os avanços do estudo foram publicados no periódico Cancer Nanotechnology.

A meta é desenvolver uma terapia complementar para o tratamento do câncer que mais mata mulheres no Brasil e no mundo. Porém, os cientistas ainda precisam vencer várias etapas para iniciar a testagem em seres humanos. Por enquanto, os resultados foram adquiridos através de fêmeas de camundongos.

Carlos Eduardo Calzavara, da Fiocruz Minas, diz que o uso das nanopartículas de óxido de ferro se mostrou seguro, sem causar danos ao organismo. Ele coordena o estudo junto com Camila Sales do Nascimento.

Na pesquisa, as fêmeas de camundongo com câncer de mama foram separadas em dois grupos e apenas um deles recebeu as nanopartículas. No grupo dos animais tratados, houve um aumento de células chamadas de natural killers (NKs), que atacam e matam células com padrão alterado, como as do câncer.

Também houve uma redução dos neutrófilos, um tipo de célula que, em muitos casos, favorece a progressão do câncer.

“O tumor do câncer de mama produz algumas substâncias que o mascaram e fazem com que o sistema imune entenda que está tudo bem. Isso diminui a resposta inflamatória e permite que as células tumorais se multipliquem desenfreadamente, possibilitando que o tumor cresça. O que nós vimos neste estudo é que, ao colocar as nanopartículas, induz-se um perfil inflamatório no microambiente. Isso porque elas induzem várias biomoléculas que vão acordar o sistema imune, que detecta as células cancerígenas e as elimina”, explica Carlos Eduardo.

Além disso, houve uma redução nos níveis da molécula MCP-1 (que está associada a metástases) nos animais que receberam as nanopartículas.

Os cientistas observaram que, nesse grupo, havia bem menos focos de células tumorais nos pulmões, que é um órgão frequentemente acometido por metástases do câncer de mama.

Deu em Galileu
Ricardo Rosado de Holanda
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