Pesando mais de 750kg e medindo 4,20m de comprimento, cientistas registraram o maior tubarão-branco macho dos oceanos - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
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Animais 13/05/2026 19:03

Pesando mais de 750kg e medindo 4,20m de comprimento, cientistas registraram o maior tubarão-branco macho dos oceanos

Pesando mais de 750kg e medindo 4,20m de comprimento, cientistas registraram o maior tubarão-branco macho dos oceanos

Na virada de 2025, um tubarão-branco macho identificado na costa da Flórida passou a chamar a atenção de pesquisadores marinhos.

O animal, batizado de Contender, mede cerca de 4,20 metros, pesa aproximadamente 750 quilos e vem sendo descrito como o maior tubarão-branco macho já registrado no Atlântico, com sua rotina de deslocamentos, mergulhos e paradas de alimentação acompanhada em detalhes por meio de monitoramento via satélite.

Quem é Contender e por que ele é o maior tubarão-branco macho já monitorado no Atlântico

Contender é descrito como um exemplar adulto de tubarão-branco, com idade estimada em 32 anos. Relatos técnicos indicam que machos da espécie costumam atingir o auge do crescimento entre 12 e 15 anos, o que torna seu porte um caso raro na literatura científica.

Para manter um corpo de 750 quilos em atividade, estimativas indicam que Contender precisaria consumir algo próximo de 500 quilos de carne por mês. Esse gasto energético sugere uma combinação de genética favorável e acesso constante a presas abundantes ao longo de décadas.

Porte físico raro e idade avançada desafiam registros da literatura científica

Como são as rotas migratórias e estratégias de caça de Contender

Desde a primeira marcação, em 17 de janeiro de 2025, Contender se tornou referência para entender como um grande tubarão-branco se move, caça e ocupa o oceano. Em poucos meses, seu histórico de posições desenhou um mapa vivo entre a Flórida, a Geórgia e a Carolina do Norte, revelando mudanças de profundidade, temperatura e tempo de permanência em cada área.

Entre fevereiro e junho de 2025, o maior tubarão-branco macho monitorado no Atlântico percorreu milhares de quilômetros, alternando trechos costeiros e águas oceânicas profundas. Em março, surpreendeu pesquisadores ao retornar à Flórida e realizar mergulhos de até 200 metros por 12 horas, com longos períodos de baixa movimentação aparente.

Quais comportamentos tornam o grande tubarão-branco Contender tão intrigante

Os dados acumulados mostram que Contender não segue o padrão de outros tubarões-brancos, que tendem a repetir trajetos previsíveis entre áreas de reprodução e alimentação. Ele parece criar caminhos próprios, explorando principalmente águas abertas e profundas, em uma área de caça estimada em 50.000 quilômetros quadrados.

Entre os comportamentos considerados incomuns, os pesquisadores destacam alguns padrões que ajudam a entender como esse predador gigante explora o Atlântico e evita competir diretamente com outros grandes carnívoros marinhos:

  • Migrações fora das rotas já documentadas para a espécie;
  • Preferência por áreas oceânicas distantes da costa;
  • Mergulhos prolongados chegando a 200 metros de profundidade;
  • Longos intervalos de baixa movimentação aparente;
  • Mudanças bruscas de direção sem causa evidente;
  • Possível escolha de zonas com menor densidade de outros predadores.

Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube Curioso Mundo mostrando como cientistas identificaram e preservam o maior tubarão-branco já encontrado nos oceanos.

O que Contender revela sobre mudanças no oceano Atlântico

As informações reunidas pelo transmissor Spot instalado em Contender devem seguir ativas por até cinco anos, permitindo observar padrões de migração, hábitos de alimentação e possíveis alterações ambientais ao longo do tempo.

Velocidades de até 35 km/h, mergulhos profundos e rotas pouco conhecidas alimentam hipóteses sobre a existência de outros tubarões-brancos gigantes ainda não descritos pela ciência.

Modelos computacionais sugerem que a rota de Contender pode avançar para latitudes mais altas, possivelmente em direção a águas canadenses, geralmente pouco associadas à presença de grandes machos da espécie.

Esse deslocamento pode revelar adaptações a temperaturas mais baixas, novas interações ecológicas e impactos da pressão de pesca e da disponibilidade de presas em grandes predadores oceânicos.

Por que acompanhar Contender pode mudar nossa visão sobre tubarões-brancos

O acompanhamento público da jornada de Contender, por meio de mapas interativos mantidos por instituições como a Ocean Research and Conservation Association, aproximou o debate sobre tubarões-brancos do cotidiano de quem consome notícias de ciência.

Cada ponto registrado no mapa funciona como peça de um grande quebra-cabeça sobre gigantismo, territorialidade e rotas inéditas no Atlântico.

Em um momento de rápidas mudanças nos oceanos, entender a vida de um predador do topo da cadeia como Contender é decisivo para proteger todo o ecossistema marinho.

Apoie projetos de pesquisa, pressione por políticas de conservação e compartilhe essas informações agora: o futuro dos grandes tubarões-brancos — e da saúde do Atlântico — depende das escolhas que fazemos hoje.

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista