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Corrupção 27/03/2026 09:36

Parlamento precisa reagir, diz presidente da CPMI do INSS após STF negar prorrogação

Parlamento precisa reagir, diz presidente da CPMI do INSS após STF negar prorrogação

presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse nesta quinta-feira (26) que o Congresso Nacional precisa reagir contra interferências do STF (Supremo Tribunal Federal) nos trabalhos do parlamento.

A declaração foi feita após o tribunal rejeitar, por maioria de votos, prorrogar o funcionamento da comissão. O placar foi de 8 a 2 contra a continuidade dos trabalhos.

“O parlamento tem que se levantar, e não é o que está fazendo o presidente do Senado. Nós estamos sendo tirados de nossas prerrogativas a cada decisão do STF, e precisamos reagir. Somos nós quem fazemos as leis, porque eles colocaram claramente todos os pontos da Constituição, e quem muda a Constituição somos nós”, afirmou Viana a jornalistas.

Durante o julgamento no STF, o ministro Gilmar Mendes defendeu que o Congresso reflita sobre a criação de uma nova lei sobre CPIs. Ele foi um dos que votou contra prorrogar a CPMI do INSS e afirmou que o sistema atual sobre comissões de inquérito “ficou velho”.

Viana disse concordar com o ministro. Segundo o senador, essa nova lei precisaria fortalecer as prerrogativas do Congresso.

“Eu concordo plenamente. Nós temos que votar uma nova lei, como disse o ministro Gilmar Mendes, para CPMIs. Uma lei que garanta às CPMIs a capacidade de investigar quem quer que seja, que não dependa de habeas corpus do STF para levar lá pessoas investigadas”, pontuou.

O parlamentar ainda afirmou que cabe a deputados e senadores alterar a Constituição.

“Está na hora de que o parlamento use o exemplo desta CPMI como o momento em que nós reequilibremos os Poderes, que nós reequilibremos e tragamos de volta as nossas prerrogativas. Que dê ao Congresso Nacional a capacidade de dar as respostas que a população brasileira espera”, defendeu Viana.

“Fizemos a nossa parte”, diz senador

A CPMI do INSS encerra os trabalhos no próximo sábado (28). Como a comissão não será prorrogada, Viana disse que o colegiado fez a parte dele para ajudar nas investigações sobre fraudes em benefícios de aposentados e pensionistas.

“Eu e os parlamentares que estamos aqui temos absoluta tranquilidade em dizer ao Brasil: ‘Nós fizemos a nossa parte, a nossa obrigação’. Infelizmente, tivemos uma base do governo que blindou e, com muita força, conseguiu os votos para impedir que a investigação avançasse sobre pessoas importantes da República, sobre parlamentares. Não foi nossa responsabilidade. Nós denunciamos e deixamos claro ao Brasil. Agora, é esperar que a justiça seja feita”, pontuou.

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista