A geologia marinha volta os olhos para um ponto estratégico do Pacífico Norte.
O Monte Submarino Axial, situado a aproximadamente 480 quilômetros da costa do Oregon, Estados Unidos, reaparece no radar científico após a revisão de previsões recentes de erupção.
A expectativa inicial para o fim de 2025 foi descartada, e o novo horizonte aponta para um novo prazo.
Instalado sobre um limite divergente da Dorsal de Juan de Fuca, o vulcão ocupa uma das regiões mais ativas de formação da crosta oceânica.
Nesse tipo de ambiente, o afastamento das placas favorece a subida constante de magma, o que torna o Axial um laboratório natural para o estudo da dinâmica do fundo do mar.
Indicadores atuais reforçam o cenário de atenção. Dados sísmicos mostram aumento consistente de tremores, enquanto medições apontam inflação contínua da estrutura vulcânica.
Segundo um pesquisador associado da Universidade Estadual do Oregon, dos EUA, esses sinais estão diretamente ligados à pressão interna causada pela ascensão do magma, o que sustenta a projeção de erupção para 2026.
Quando a erupção deve ocorrer

Imagem: Wikimedia Commons
O Axial fica numa cadeia oceânica ativa a oeste do Oregon, em zona onde placas tectônicas se afastam. O vulcão mostra ciclos de recarga e extrusão de lava, mas especialistas destacam que, apesar da magnitude, o risco direto à população permanece baixo.
Alertas anteriores previam atividade já no final de 2025, o que não se confirmou. Agora, a expectativa recai entre a metade e o encerramento de 2026.
Bill Chadwick, que mantém um blog sobre o Axial, disse ao Live Science que ainda podemos observar a erupção neste ano.
Para a maioria das pessoas, a grande preocupação ao saber da erupção de um vulcão gigantesco, independentemente de estr submerso pela água, é se isso representará alguma ameaça à vida humana.
Efeitos de uma erupção submarina
Quando o Axial libera lava, os fluxos atingem o fundo do mar e resfriam rapidamente. Desse processo nascem lavas em almofada e escoadas em lençol, mas o calor pode matar organismos próximos.
Por outro lado, a temperatura também intensifica fontes hidrotermais e cria fumarolas (aberturas na crosta terrestre) negras ricas em minerais.
À medida que o magma se acumula, o terreno infla. Em contrapartida, grandes extrusões drenam a câmara rasa, fazendo a caldeira afundar.
Afundamentos em erupções anteriores
O Axial registrou episódios conhecidos em 1998, 2011 e 2015, embora outras erupções possam ter passado despercebidas sob as águas. Nas ocasiões passadas, os afundamentos foram de:
- 1998: cerca de 3 metros.
- 2011: 2,4 metros.
- 2015: 2,1 metros.
Avaliação de risco e cenários extremos
O principal temor envolve um colapso lateral do edifício vulcânico, que poderia gerar tsunami. Contudo, especialistas classificam esse cenário como muito improvável.
Sem sinais de instabilidade estrutural, o Axial tende a não oferecer perigo significativo à vida humana.
Com inflação do solo e sismos em alta, a vigilância se intensifica, mas ainda há tempo para observação detalhada. Dados sísmicos e geodésicos ajudarão a refinar previsões e orientar respostas a mudanças súbitas.
Enquanto a ciência acompanha o Axial, as lições do passado recente oferecem parâmetros para interpretar sinais atuais. A comunidade científica reforça: risco amplo é improvável, mas a atenção ao comportamento do vulcão permanece essencial.

