09/09/2019 06:47
Otimistas vivem mais, comprova nova pesquisa americana
Depois de décadas de pesquisa, um novo estudo comprova a relação de otimismo com uma vida longa.

Depois de décadas de pesquisa, um novo estudo comprova a relação de otimismo com uma vida longa.
O trabalho, realizado por pesquisadores das faculdades de medicina da Universidade de Boston e de saúde pública de Harvard, mostrou que uma dose maior de otimismo é combustível para indivíduos alcançarem uma longevidade notável, isto é, viver mais de 85 anos.
Enquanto a ciência normalmente procura fatores de risco para o desencadeamento de doenças e mortes prematuras, muito pouco ainda é conhecido sobre as questões psicossociais que promovem o envelhecimento saudável.
E o que é otimismo? Para os estudiosos, trata-se de um sentimento persistente de que coisas boas vão acontecer. Ou ainda, acreditar que o futuro nos será favorável porque podemos controlar variáveis importantes para que isso aconteça.
A pesquisa foi feita com base em dados de quase 70 mil mulheres e pouco mais de 1.400 homens. Os dois grupos responderam a questionários que mediam seu nível de otimismo, assim como da saúde de um modo geral e hábitos que a influenciam, como alimentar-se bem, fumar e beber álcool.
As mulheres foram acompanhadas por dez anos; os homens, por três décadas. Ao logo desse tempo, quando os pesquisadores checaram os índices iniciais de otimismo das pessoas, descobriram que os mais otimistas, independentemente do sexo, tiveram de 11% a 15% a mais de tempo de vida; além disso, apresentavam de 50% a 70% a mais de chances de chegar aos 85 anos se comparados com os menos otimistas.
Os resultados não se alteraram mesmo levando-se em conta características como doenças crônicas, escolaridade, atendimento médico primário e hábitos de saúde.
Para Lewina Lee, PhD e professora assistente de psiquiatria da Universidade de Boston, o estudo tem enorme relevância do ponto de vista da saúde pública: “ele sugere que o otimismo é um ativo psicossocial com potencial para estender a expectativa de vida, e há técnicas e terapias que podem tornar as pessoas mais otimistas”.
Laura Kubzansky, professora de Harvard, acrescenta: “o otimismo pode estar relacionado a saber regular e controlar emoções e comportamentos, assim como lidar com fatores de estresse e suportar dificuldades”. Os pesquisadores também consideram que os indivíduos dotados de um astral para cima tendem a cultivar hábitos saudáveis.
“Nosso trabalho pretende ser uma contribuição para promover a resiliência ao longo do processo de envelhecimento”, finaliza Lewina Lee.
Jornalista, mestre em comunicação pela UFRJ e professora da PUC-RIO, Mariza escreve sobre como buscar uma maturidade prazerosa e cheia de vitalidade.
Deu no G1

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