1- Relacionamentos importam mais do que tudo
Como Aknin já disse, os relacionamentos podem ser o maior segredo para a felicidade. As evidências das ciências sociais revelam que ter pessoas em quem confiar é um dos maiores indicadores de que uma pessoa é feliz.
“Sabemos que ter pelo menos uma pessoa com quem você possa contar é extremamente importante. Ter mais relacionamentos e mais comunidades das quais você se sente parte amplia essa sensação de bem-estar”, explica.
2- Mais dinheiro não significa mais felicidade
Quem pensa que “dinheiro não traz felicidade” está parcialmente certo. Segundo as pesquisas analisadas no estudo, a quantidade de dinheiro que uma pessoa possui não está relacionada diretamente com seu nível de felicidade.
Por outro lado, ter uma situação financeira confortável, com as contas em dia e sem dívidas, é um fator importante para a saúde mental. Ou seja, o dinheiro é importante até que suas necessidades básicas sejam atendidas; mais do que isso pode gerar mais infelicidade do que felicidade.
3- Gostar do próprio trabalho
Outro ponto importante para a felicidade é estar realizado no dia a dia. Um modo perfeito para isso é gostar daquilo em que você trabalha, evitando frustrações.
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Segundo o estudo, a felicidade vem de realizar trabalhos e atividades que você considera gratificantes e alinhadas aos seus valores.
4- Hábitos intencionais
Os principais estudos sobre bem-estar sugerem que aproximadamente 10% da felicidade de uma pessoa é atribuída às suas circunstâncias de vida, ou seja, coisas que são difíceis de mudar com rapidez, como moradia, emprego, estado civil e até mesmo a idade. Apesar disso, até 40% da felicidade está relacionada a atividades voluntárias, aquelas que você mesmo escolhe como gastar seu tempo.
“Isso abre muitas oportunidades para pessoas que podem ser mais pessimistas por natureza começarem a praticar estratégias comprovadas por pesquisas, como meditação ou gratidão, que podem ajudá-las a ver o mundo de uma maneira mais positiva”, diz Akinin.
Quase todos os 12 pesquisadores que participaram do estudo relataram que aplicaram as descobertas da ciência na própria vida. Os mais citados, e que se mostraram como mais benéficos, são esses hábitos intencionais, como expressar gratidão, saborear experiências positivas, investir em relacionamentos, ouvir com mais atenção, fazer trabalho voluntário e se envolver mais socialmente.
5- Felicidade não é estar bem o tempo todo
Muitas pessoas acreditam que, para uma pessoa ser considerada feliz, ela precisa se sentir bem o tempo todo. Isso gera frustração, pois é impossível manter a mesma energia sempre, e oscilações são comuns e até mesmo esperadas pela psicologia.
Os pesquisadores consideram o bem-estar como uma jornada.
Não é necessário estar constantemente feliz, e a felicidade também não é reservada a pessoas com vidas “ideais”, seguindo os padrões impostos pela sociedade, nem àquelas com senso natural de otimismo. Em vez disso, ela pode ser desenvolvida por meio de escolhas conscientes, autoconhecimento e adaptação, mesmo quando a vida fica difícil.
“Com tantas realidades complexas e ameaçadoras acontecendo no mundo atualmente, às vezes me preocupo que a busca pela felicidade possa parecer trivial. Mas uma das razões pelas quais continuo comprometida com o estudo científico da felicidade é que ela, por si só, prevê uma série de resultados valiosos, incluindo a motivação para ajudar outras pessoas”, diz Aknin.
A pesquisadora termina reforçando a importância da felicidade em um cenário mundial: “Quando as pessoas sentem que estão bem, elas têm a capacidade, a competência e a motivação para se envolverem nos assuntos mundiais — para cuidarem das pessoas que amam e de suas comunidades.”

