Livro 25/07/2022 08:53
O Dia Nacional do Escritor será celebrado nesta segunda-feira
Data comemorativo foi crada para dar visibilidade às pessoas que se dedicam à palavra escrita,

Eles nos entretêm, nos ensinam, ampliam nossa cultura, criam mundos fantásticos para dar asas à imaginação e garantem que nossa sensibilidade seja sempre renovada.
Estão sempre presentes em nossa vida, seja na escola ou nos momentos de lazer, mas ainda são pouco valorizados. Os escritores, que tem seu Dia Nacional comemorado nesta segunda-feira, 25 de julho, têm sobrevivido a muitos reveses na profissão das letras.

Mas com resiliência, talento e abertos a novas tecnologias, observam um pequeno crescimento do segmento nesse período pós-pandemia.
Até as novas mídias, com seus livros digitais, entram como uma solução nesse mercado, principalmente no que se refere a livros acadêmicos.
“Num cenário recente em que o custo do papel tem se elevado acima da inflação, o livro digital permite que uma obra se mantenha em catálogo quando os custos de impressão são economicamente inviáveis”, comenta Fernando Cornacchia, sócio-diretor da Papirus. Uma das mais tradicionais e respeitadas editoras do Brasil, a Papirus nasceu em Campinas em 1976, como uma livraria. Tem mais de mil livros publicados no formato impresso e centenas no formato digital, e já ganhou seis prêmios Jabuti.

“Basicamente, a demanda dos livros de não-ficção vem aumentando no meio digital e há um crescimento na procura de literatura para o público de jovens adultos. No segmento acadêmico há mais aderência ao meio digital e conseguimos perceber uma migração desse público, ou seja, aumento das vendas digitais e queda nos impressos”, comenta Fernando Cornacchia. A editora já tem planos de lançar alguns livros exclusivamente no formato digital.
Mercado editorial
O mercado editorial comemora um bom desempenho no faturamento com a venda de livros no primeiro semestre de 2022 no Brasil.
A informação, baseada em pesquisas da Nielsen Bookscan Brasil, foi divulgada esta semana pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).
A redescoberta do prazer da leitura durante a pandemia foi um dos fatores responsáveis pela retomada positiva desse mercado.
“Ficamos felizes com o saldo ainda positivo do semestre, mas atentos aos próximos meses em vista da elevada inflação acumulada e como isso irá afetar o consumidor”, comenta Dante Cid, presidente do SNEL. Para ele, já é observada uma desaceleração no processo de compra.
A pesquisa revela ainda que o setor infanto-juvenil registrou crescimento de 4% e a retomada dos livros didáticos com o retorno das aulas presenciais influenciaram os resultados positivos.

Outros segmentos, como o de ficção, que tinha apresentado um aumento importante durante a pandemia com a volta do hábito da leitura, agora se mantém estável. Já os livros de não ficção registraram uma queda de 6%, segundo o levantamento do Sindicato dos Editores.
Outro dado registrado neste semestre é o avanço de 6,61% na venda de exemplares, com 26,15 milhões de livros, quando no primeiro semestre de 2021 tinha sido de 24,52 milhões.
O sucesso do “Booktok”
O TikTok está impulsionando a venda de livros nos últimos anos.
Os produtores de conteúdo voltados para a literatura na rede social apostam em vídeos de até um minuto e as estratégias são diversas para ganhar a atenção e visualizações: alguns preferem resenhas rápidas, listas de recomendações, cosplays dos personagens e encenações. Até as famosas dancinhas fazem parte das indicações literárias, sempre com bastante bom humor.
O assunto é tão popular na rede que ganhou um nome próprio: “Booktok”.
Os chamados booktokers, com milhares de seguidores, ajudaram a popularizar no Brasil, em 2021, os livros “Mentirosos” (2014), de E. Lockhart, “Um de nós está mentindo” (2017), de Karen McManus, “Corte de espinhos e rosas” (2018), de Sarah J. Maas, “Vermelho, Branco e Sangue Azul” (2019), de Casey McQuiston.
Nenhum deles havia sido lançado recentemente, mas essas divulgações ajudaram a provocar uma alta de 42% nas vendas de obras para crianças e adolescentes no primeiro semestre do ano passado, segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros.
Até os próprios autores estão enxergando o potencial do TikTok como uma ferramenta para promover seus livros, seja através de parcerias com o booktokers ou criando seus próprios conteúdos.
Deu em Correio Popular

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