FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
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Ciência 29/08/2023 20:23

Mulher com morte cerebral deu à luz bebê viva, relata estudo de caso

Grávida de 31 anos estava com 22 semanas de gestação quando teve hemorragias, vindo a óbito cerebral — mas médicos só a desconectaram de ventilador após cesariana

Mulher com morte cerebral deu à luz bebê viva, relata estudo de caso

Médicos fizeram uma cesariana em uma mulher grávida com morte cerebral, resultando no nascimento de uma bebê saudável.

O caso raro foi descrito em 26 de agosto na revista Cureus por pesquisadores da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.

A grávida de 31 anos já esperava o bebê há 22 semanas e sofria de hipertensão. Ela foi até uma clínica com dor de cabeça forte, sofrendo em seguida uma grave convulsão.

Depois que a mulher parou de responder, os médicos a entubaram e a transferiram para outra instalação médica cinco horas após o início dos sintomas.

Uma tomografia computadorizada (TC) do crânio mostrou hemorragia intracraniana e subaracnoidea, e a paciente teve sua morte encefálica confirmada.

“Após uma abordagem multidisciplinar, foi tomada a decisão de continuar o apoio somático para manter a gravidez até a viabilidade ideal do feto”, detalham os médicos.

A família da mulher também expressou o desejo de manter a gestação. A mãe continuou então sendo alimentada por uma sonda.

No 3º dia de internação, a endocrinologia do hospital foi consultada para tratamento de um quadro de insuficiência adrenal, diabetes insípido e hipotireoidismo na mulher.

No 4º dia de internação, ela “apresentava aumento de secreções e possíveis infiltrações na radiografia de tórax, além de febre”, de acordo com o relato da equipe. Por esse motivo, foi iniciado também um tratamento para pneumonia.

Após uma série de outros tratamentos contra infecções bacterianas, oito dias após a internação, a mulher foi transferida para a UTI para um acompanhamento fetal pelo serviço de obstetrícia.

Uma enfermeira obstétrica ficou à beira do leito monitorando continuamente a frequência cardíaca e os movimentos fetais. Ela permaneceu assim por 11 semanas até a cesariana, na 33ª semana de gestação.

“A frequência cardíaca fetal apresentou desacelerações significativas com a frequência cardíaca basal de 150-155 bpm com variabilidade mínima, diminuindo para 80 bpm com duração de cino minutos”, detalharam os médicos. “Por esse motivo, a paciente foi submetida a cesariana transversal baixa de emergência na sala cirúrgica.”

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista