Corrupção 02/07/2022 11:37
Marcos Valério cita suposta ligação do PT com o PCC, diz a revista Veja
Processo foi enviado ao STF e está nas mãos do ministro Nunes Marques

Reportagem publicada nesta sexta-feira (1º) pela revista “Veja” revela vídeos de parte da delação premiada em que o publicitário mineiro Marcos Valério fala sobre uma suposta relação de petistas com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
A autenticidade do depoimento à Polícia Federal foi confirmada pela CNN.
O caso em questão é o mesmo noticiado pelo jornal “O Estado de S.Paulo” em 2018.
A delação premiada foi homologada pelo ministro aposentado do STF Celso de Mello.
O processo foi enviado nesta sexta pela Procuradoria-Geral da República ao STF (Supremo Tribunal Federal) e está sob responsabilidade do ministro Nunes Marques.
No depoimento, Valério afirmou que o ex-secretário-geral Sílvio Pereira lhe disse que o empresário Ronan Maria Pinto ameaçava revelar que o PT recebia dinheiro de empresas ônibus, de operadores de transporte clandestino e de bingos, que lavavam dinheiro para o PCC.
O dinheiro financiaria campanhas do PT ilegalmente.
“Os bingos estariam lavando dinheiro do crime organizado e financiando campanha de candidatos a vereadores do PT e de deputados do PT em dinheiro vivo. E crime organizado leia-se PCC”, disse o publicitário no depoimento.
Na ocasião, segundo o relato, Ronan havia chantageado Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda não havia sido eleito presidente.
Valério disse que o petista Celso Daniel, que comandava a prefeitura de Santo André (SP) e foi assassinado em 2002, havia montado um dossiê com os nomes de petistas que estavam recebendo financiamentos ilegais.
O dossiê não teria sido encontrado depois da morte de Celso Daniel.
Ainda de acordo com ele, após o assassinato de Daniel, o PT fez uma “limpa” e afastou integrantes que tinham ligações com o crime organizado.
Valério foi condenado a 37 anos de prisão no processo do mensalão. De acordo com a Justiça, ele atuou como operador de pagamentos a parlamentares que teriam negociado apoio ao governo Lula no Congresso durante o primeiro mandato do ex-presidente.
Procurada pela CNN, a Polícia Federal disse que não vai se manifestar, segundo a assessoria de imprensa.
A CNN também procurou a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e Paulo Okamotto, um dos coordenadores da pré-campanha de Lula, além de Marcos Valério e Sílvio Pereira, e aguarda respostas.
Deu em CNN

Descrição Jornalista
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