Lula diz que facções já infiltraram o Judiciário e a política, mas rejeita tratá-las como terroristas - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
PMN – Restituição Silidária – 2004 a 1905

Crime organizado 08/05/2026 09:54

Lula diz que facções já infiltraram o Judiciário e a política, mas rejeita tratá-las como terroristas

Lula diz que facções já infiltraram o Judiciário e a política, mas rejeita tratá-las como terroristas

Presidente fez a afirmação após conversa com Donald Trump e defendeu destruição do poder financeiro das facções

Em declaração à imprensa nesta quinta-feira (7), o presidente  (PT) fez um alerta grave ao afirmar que o crime organizado já se infiltrou em múltiplas esferas de poder no , incluindo o Poder Judiciário, o sistema político, o meio empresarial e até o futebol.

“Eles estão em vários países, estão no futebol, estão na política, estão no meio empresarial, estão em tudo quanto é lugar, no Poder Judiciário“, disse Lula.

Facções podem se tornar multinacionais, alerta o presidente

A declaração foi feita logo após uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald . Na ocasião, Lula argumentou que o enfrentamento às organizações criminosas precisa ir além das abordagens tradicionais, adotando uma estratégia mais ampla e com foco na dimensão internacional que essas estruturas já alcançaram.

Para o presidente, o ponto central é estrangular financeiramente as facções. “O que nós precisamos fazer é destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções. Se a gente não destruir, eles vão virar, em alguns casos, empresas multinacionais”, afirmou.

Cooperação internacional e inteligência como prioridades

Lula reforçou a necessidade de uma atuação coordenada entre nações, com ênfase em inteligência e cooperação internacional para desmantelar as redes criminosas que operam de forma transnacional. “Então o que nós queremos é trabalhar sério. O Brasil está disposto a dar um exemplo de um país que vai levar muito a sério isso”, declarou.

Contexto político e agenda de segurança

A fala do presidente ocorre em um momento no qual o governo federal busca reforçar sua agenda de  pública. O foco principal da estratégia é a desarticulação financeira das , atacando as bases econômicas que sustentam essas organizações e permitem sua expansão para setores legais da sociedade.

Segundo Lula, as organizações criminosas se adaptaram ao longo do tempo e ampliaram sua presença para além do território nacional, o que exige uma resposta mais sofisticada e articulada por parte das autoridades brasileiras e de outros países.

Deu em ContraFatos

Ricardo Rosado de Holanda
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