Lobista gastava R$ 100 mil por mês com casa usada por Lulinha, diz PF - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Corrupção 24/08/2026 19:21

Lobista gastava R$ 100 mil por mês com casa usada por Lulinha, diz PF

Lobista gastava R$ 100 mil por mês com casa usada por Lulinha, diz PF

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) mostram que a lobista Roberta Luchsinger gastava R$ 100 mil por mês para manter uma casa usada pelo empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT).

Os diálogos, datados de 2025, foram divulgados pelo Estadão.

Em uma das conversas, Roberta diz ao empresário Cléber Ribas que havia contado a Lulinha sobre a necessidade de cortar gastos com passagens aéreas devido à demora no pagamento por parte de um empresário.

“Ó Fábio, agora acabou porque a casa por mês a gente gasta em torno de R$ 100 mil, então assim, não vai mas dar pra ter essas passagens”, escreveu a lobista a Cléber.

Na mesma conversa, Roberta afirmou que Lulinha respondeu que passaria a pedir os pagamentos diretamente aos empresários. A lobista, contudo, não deixou claro a qual imóvel se referia.

Como já mostramos, a empresária mantinha um imóvel em Brasília que, segundo uma ex-funcionária, era utilizado por Lulinha.

A conversa

Eis o diálogo, datado de 25 de agosto de 2025:

Roberta, em áudio: “Bom dia, tudo bem?: Deixa eu te falar, o Frietas paga quando? Aí será que ele não paga hoje não? Tem que pagar essa bosta dessas passagens pro Fabio, aí vai pagar com o dinheiro do Freitas, tá foda”.

Cléber: “Ele paga sempre dia 28, vou ver com ele aqui. Bom dia.”

Roberta: “Se cê souber o que que o outro disse, eu fui cortar o negócio, né, daí eu falei ‘Ó Fábio, agora acabou porque a casa por mês a gente gasta em torno de 100 mil, então assim, não vai dar mais para ter essas passagens, né’. Ele falou, ‘ah, eu vou ficar pedindo pro Cleber e pro Checon’, eu ri pra caramba, eu falei ué, eu falei ué, boa sorte pra você.”

No relatório, a PF afirma que é necessário aprofundar a investigação.

“Entretanto, infere-se que seria costumeiro o pagamento de passagens aéreas a Fábio, e que se esperava que tal fornecimento se encerrasse em virtude do surgimento de outra despesa relacionada a um imóvel”, diz trecho.

Em nota, a defesa de Cléber Ribas afirmou que “não é possível comentar sobre supostas mensagens sem acesso prévio aos dados brutos da interceptação telemática ou à totalidade das investigações em curso”.

Ricardo Rosado de Holanda
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Descrição Jornalista