Governo de SP bloqueia acesso ao TikTok, Instagram, apps e streamings sem fins educativos em escolas estaduais; veja lista - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Educação 05/02/2024 13:19

Governo de SP bloqueia acesso ao TikTok, Instagram, apps e streamings sem fins educativos em escolas estaduais; veja lista

Objetivo da medida, segundo a Secretaria da Educação, é otimizar o uso de infraestrutura tecnológica para o desenvolvimento pedagógico dos estudantes. Suspensão ocorre tanto na rede Wi-Fi quanto na cabeada.

O governo de São Paulo anunciou que, a partir desta segunda (5), o acesso a diversos aplicativos e plataformas de streaming será bloqueado nas escolas estaduais — tanto no ambiente pedagógico quanto no administrativo, ou seja, para alunos e funcionários.

O objetivo da medida, segundo a Secretaria da Educação, é otimizar o uso de infraestrutura tecnológica para o desenvolvimento pedagógico dos estudantes.

O uso de celulares em escolas tem sido amplamente debatido e estudado por especialistas em educação ao redor do mundo. Muitos educadores argumentam que os aparelhos são importantes para a divulgação de informações e que, se usados corretamente e com moderação, podem ser ferramentas no processo de aprendizado.

Mas há também, na comunidade acadêmica, a preocupação de que o uso de celulares nas escolas limite ou atrapalhe a socialização dos estudantes, além de comprometer a atenção ao que os professores ensinam em sala de aula.

Estão na lista de suspensão os seguintes aplicativos:

  • TikTok (app de vídeos)
  • Kwai (app de vídeos)
  • Facebook (rede social)
  • Instagram (rede social)
  • GloboPlay (streaming)
  • Roblox (jogo)
  • Netflix (streaming)
  • Prime Video (streaming)
  • X/Twitter (rede social)
  • Twitch (streaming)
  • HBO Max (streaming)
  • Disney+ (streaming)
  • Steam (download de jogos e apps)

A suspensão ocorre na rede Wi-Fi e na cabeada.

Nas redes sociais, muitos professores relataram que não estavam conseguindo mais acessar o e-mail institucional, por exemplo.

Um deles também disse que os alunos não podiam mais entrar no “Classroom”, área em que ficam as tarefas das aulas.

Questionado pelo g1, o governo de São Paulo disse que a decisão desta segunda (5), de bloquear os aplicativos, não tem relação com o erro do ano passado.

À época, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou à TV Globo não saber exatamente o que houve.

“Me parece que uma adaptação que estavam fazendo no app, houve um disparo inadequado e acabaram instalando quando não devia. Não tenho mais informações, vamos ter que apurar e superar”.

Relatos de pais de alunos sobre app Minha Escola — Foto: Reprodução

Relatos de pais de alunos sobre app Minha Escola — Foto: Reprodução

À época, em nota, a pasta informou que “instaurou um processo administrativo para apurar todas as circunstâncias relativas à instalação involuntária do aplicativo Minha Escola.

A falha ocorreu durante um teste promovido pela área técnica da Pasta em dispositivos específicos da Seduc. Essas contas são institucionais e destinadas ao uso pedagógico e profissional, sendo gerenciadas pelo departamento técnico, e foi apenas utilizada pela Pasta, sem qualquer informação pessoal sendo incluída”.

Um problema similar ocorreu no Paraná, em novembro do ano passado, quando o secretário da Educação paulista, Renato Feder, ainda era chefe da Educação no estado do Sul.

De uma hora para outra, um aplicativo da secretaria apareceu em celulares de professores e alunos de rede pública do estado. Naquela ocasião, a pasta também disse que foi um erro.

Deu em G1


Ricardo Rosado de Holanda
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