Judiciário 14/05/2026 07:36
Fachin barra novas manobras como a que impediu quebra de sigilos de empresa de Toffoli

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, encerrou um processo movido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado contra a decisão do ministro Gilmar Mendes que anulou a quebra de sigilo da empresa Maridt, do ministro Dias Toffoli e seus dois irmãos.
Fachin aproveitou o despacho para reafirmar que atos como o de Gilmar precisam passar pelo crivo da presidência da Corte.
Em fevereiro deste ano, os advogados da Maridt utilizaram uma manobra processual para garantir que a sua petição contra a quebra de sigilo aprovada pela CPI caísse no gabinete de Gilmar.
A defesa juntou o pedido em um mandado de segurança, já arquivado, ajuizado pelo site conservador Brasil Paralelo em agosto de 2021. Apesar de o caso estar encerrado há quase cinco anos, Gilmar deu decisão favorável à empresa da família Toffoli. Foi este despacho que virou alvo de disputa judicial.
Ao revisitar o caso na última segunda-feira, 11, Fachin julgou o processo extinto por perda de objeto, uma vez que os trabalhos da CPI chegaram ao fim, mas aproveitou para apontar que o procedimento adotado por Gilmar não seguiu as determinações de uma resolução do STF.
Segundo o presidente da Corte, decisões similares no futuro, em que uma das partes apresenta petição em processo arquivado, deverão ser analisadas por dois técnicos e validadas pelo presidente do Tribunal.
Apesar do apontamento sútil de falha no modo como o colega decidiu, Fachin levou mais de dois meses para deliberar sobre o pedido da CPI para que a decisão de Gilmar fosse anulada, o que culminou na extinção do processo por perda de objeto.
Os advogados da Maridt escolheram o processo a dedo para que Gilmar decidisse sobre a questão, já que ele relator do processo original movido pela Brasil Paralelo. Se a defesa da empresa entrasse com uma nova ação, ela provavelmente seria sorteada livremente entre os nove ministros do tribunal.
O Supremo tem 11 cadeiras, mas uma delas está vaga, e o presidente não relata esse tipo de ação.
A decisão que Gilmar Mendes tomou foi um habeas corpus de ofício. Esse expediente está previsto no artigo 654 do Código de Processo Penal. Segundo a norma, “os juízes e os tribunais têm competência para expedir de ofício ordem de habeas corpus, quando, no curso de processo, verificarem que alguém sofre ou está na iminência de sofrer coação ilegal”.
Deu em Portal Terra

Descrição Jornalista
A ciência diz quantos amigos você deve ter para ser mais feliz
07/06/2026 15:18
Pix, etanol e pirataria: O que motiva novo tarifaço dos EUA contra o Brasil
02/06/2026 07:35 170 visualizações
Governo do RN lança ‘Selo Azul Ambiental’ e inaugura auditório no Parque Estadual Mata da Pipa
03/06/2026 05:00 139 visualizações
Alcione se pronuncia sobre falha em execução do Hino Nacional: ‘Estão acabando comigo’
04/06/2026 09:08 136 visualizações
Você não está vivendo, só sobrevivendo? 6 sinais de que você só está ‘aguentando’ os dias
03/06/2026 09:13 135 visualizações
TSE divulga divisão do fundo eleitoral, e PL e PT receberão maiores fatias. Veja lista completa
04/06/2026 08:21 133 visualizações
Freedom Ship: empresa apresenta a primeira megacidade flutuante do mundo, com 1,6 km
03/06/2026 08:38 132 visualizações
02/06/2026 08:09 116 visualizações
Em votação relâmpago, Senado aprova decreto que dificulta aborto legal em crianças
03/06/2026 06:41 114 visualizações
Botafogo prioriza reforços para quatro posições na janela do meio do ano
03/06/2026 06:08 113 visualizações