Mortes 10/01/2021 16:32
Enfermeira curada do câncer retoma posto por 6 dias, mas morre de Covid-19
Uma enfermeira de 62 anos morreu em decorrência da Covid-19 após receber alta de um câncer em que foi classificada como recuperada totalmente. Valerie Careless voltou a trabalhar em março no Good Hope Hospital, no Reino Unido, onde teria contraído a doença provocada pelo coronavírus.

Uma enfermeira de 62 anos morreu em decorrência da Covid-19 após receber alta de um câncer em que foi classificada como recuperada totalmente. Valerie Careless voltou a trabalhar em março no Good Hope Hospital, no Reino Unido, onde teria contraído a doença provocada pelo coronavírus.
Agora o marido dela, John Careless, de 64 anos, espera que sua história sirva de alerta para a população seguir as medidas restritivas contra o contágio.
“Espero sinceramente que isso choque as pessoas e, se mudar a opinião de uma pessoa, a vida dela terá significado algo. As pessoas estão fazendo o que querem e é a natureza humana. Mas não há pessoas suficientes que perderam alguém. As pessoas pensam que ‘coisas más não vão acontecer comigo’, mas elas acontecem”, afirmou John ao “Birmingham Live”. “Covid é real e afeta sua vida para sempre. Por favor, não deixe isso acontecer com você ou com as pessoas que você ama.”
Valerie, diagnosticada com linfoma em 2019, fez tratamento contra o câncer e recebeu a notícia de que estava curada no início de 2020, quando voltou para o hospital para continuar trabalhando como enfermeira auxiliar no departamento de radiologia e raios-X.
Ela permaneceu em atividade na unidade por apenas seis dias. Foi o tempo suficiente para ser enviada para casa devido ao avanço da pandemia no Reino Unido. Em seguida, porém, ela começou a apresentar sintomas da Covid-19
Em 29 de abril, foi dianogsticada com uma “infecção torácica desagradável” e passou por um teste para verificar se estava com Covid-19. Em 11 de maio, Valerie foi levada para a UTI. No dia 19 do mesmo mês, seu estado de saúde piorou. Um dia depois, foi intubada com ventilação mecânica.
“Em 31 de maio, fomos aconselhados a nos preparar para o pior”, contou John. “O fígado e os rins de Valerie estavam falhando e ela precisava de diálise. Eles me disseram que se ela sobrevivesse, ela precisaria disso para o resto de sua vida. Eles também insinuaram que ela pode ter danos cerebrais”.
Valerie morreu no dia 6 de junho cercada por seu marido e duas filhas, de 28 e 30 anos, no mesmo dia em que John foi demitido de seu emprego como segurança.
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Descrição Jornalista
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