A deputada estadual Divaneide Basílio (PT-RN) afirmou ter sido agredida por um integrante da equipe de segurança da primeira-dama Janja durante a dispersão do Ato das Mulheres, realizado na última quinta-feira, 25, em Natal.
Segundo o partido, a parlamentar estava acompanhada de uma criança quando foi atingida por uma porta fechada bruscamente em meio a um empurra-empurra. Ela não sofreu ferimentos graves.
O partido disse ainda que o caso foi provocado por um agente da Polícia Federal que integrava a segurança da primeira-dama.
De acordo com o PT, Janja foi informada do ocorrido, repudiou o episódio e determinou o afastamento do agente dos compromissos seguintes. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, também prestou solidariedade e acompanhou a situação.
Em outra nota, o diretório municipal do PT de Natal manifestou solidariedade à deputada e afirmou que a agressão partiu de um “agente externo à organização do evento”.
Já o diretório estadual afirmou que “o episódio foi esclarecido entre os envolvidos e está superado”.
“Também foi reafirmado o compromisso com o fortalecimento dos protocolos de cuidado e organização em atividades institucionais e atos públicos, para que situações como essa não voltem a ocorrer.”
O diretório estadual também classificou o episódio como uma manifestação de “machismo” e reiterou apoio à parlamentar.
Janja reclama da imprensa
Em 18 de junho, Janja reclamou da falta de atenção da imprensa brasileira a ela. Em entrevista ao YouTube do PT, a esposa do presidente Lula disse que é mais respeitada pela imprensa de fora do país.
“Teve momento em que eu queria pegar a minha bolsa, minhas cachorras e voltar para São Paulo. Eu sou uma pessoa normal, tenho sentimentos. Eu não aguento mais. É muito ataque. Ataque de tudo que é lado: da direita, da esquerda, da imprensa. Eu sou muito mais respeitada pela imprensa fora do país do que aqui.”
Desaprovação
Pesquisa PoderData, divulgada em 5 de junho, mostrou que 52% dos brasileiros desaprovam a participação da primeira-dama na gestão de Lula.
Apenas 31% aprovam sua atuação, enquanto 17% não souberam responder.
Os números refletem a divisão política do país. Entre os entrevistados que avaliam o governo Lula como melhor do que o de Jair Bolsonaro, 51% aprovam a atuação de Janja e 29% desaprovam.
Já entre aqueles que consideram a atual gestão pior do que a do ex-presidente, a rejeição à primeira-dama chega a 74%, enquanto apenas 14% aprovam sua participação.

