O presidente Lula terá de caminhar por um campo minado este ano em sua tentativa de reeleição.
Diversas coisas podem dar muito errado para o presidente, e não há nada que o petista possa fazer para evitar que elas acabem explodindo em seu colo.
Com a guerra do Irã sem prazo para terminar, o diesel pode subir ainda mais nas bombas e gerar manifestações.
Os representantes dos caminhoneiros têm uma forte inclinação por Jair Bolsonaro e não vão pensar duas vezes antes de provocar o caos, se entenderem que isso pode prejudicar o governo Lula.
Justiça eleitoral
Depois de registrar sua candidatura em abril, Lula terá uma difícil batalha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Opositores pedirão sua inelegibilidade por uso de recursos públicos no desfile da Acadêmicos de Niterói, o que poderia configurar desequilíbrio na disputa eleitoral.
A presidência do TSE estará com o magistrado Kassio Nunes, e a chance de inelegibilidade é real.
Donald Trump
Um dos maiores medos de Lula era que o presidente americano Donald Trump apoiasse um rival seu da direita.
Trump, aliás, ajudou descaradamente o presidente argentino Javier Milei nas eleições legislativas do ano passado.
Na semana passada, Lula descobriu que Trump pode se intrometer nas eleições brasileiras não apenas apoiando diretamente um candidato da oposição, mas avançando com a promessa de considerar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.


