Corrupção 02/01/2026 13:55
CPMI do INSS vê elo entre Lulinha e compradores do Banco Master

ntegrantes da CPMI do INSS passaram a analisar a possível conexão entre o escândalo envolvendo o Banco Master e o esquema que teria lesado cerca de 9 milhões de aposentados e pensionistas, por meio de descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários.
Segundo parlamentares ouvidos nos bastidores da comissão, há suspeita de que os dois casos estejam interligados, o que pode levar à convocação de novos depoentes. Entre os nomes que passaram a ser citados está Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com informações levantadas pela CPMI, Lulinha teria participado de uma “prospecção de negócios” em Portugal ao lado de empresários envolvidos na tentativa de compra do Banco Master.
Esses investidores estariam ligados a grupos com atuação nos Emirados Árabes Unidos, país citado nas apurações como origem de parte dos interessados na operação financeira.
A revelação ampliou o foco da comissão, que já investigava o papel do banco de Daniel Vorcaro no mercado de crédito consignado.
O Banco Master entrou no radar da CPMI devido à sua forte atuação no mercado de empréstimos consignados, considerado um dos mais lucrativos do sistema financeiro. É justamente nesse segmento que os parlamentares identificam o possível elo com o esquema de descontos irregulares aplicados a aposentados e pensionistas do INSS.
Para membros da comissão, o volume de recursos movimentado e a estrutura das operações levantam dúvidas sobre a existência de intermediações e acordos pouco transparentes.
A CPMI aprovou a quebra de sigilos bancário e fiscal de Daniel Vorcaro e do Banco Master. No entanto, o acesso aos documentos foi barrado por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que proibiu o compartilhamento do material com os parlamentares.
A restrição aumentou a insatisfação dentro da comissão e reforçou a percepção de que há informações sensíveis sendo protegidas.
Para o relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), o esquema de descontos não autorizados em benefícios previdenciários pode configurar o maior escândalo já registrado contra aposentados no país.
Segundo ele, as perdas acumuladas podem alcançar até R$ 90 bilhões, valor que, se confirmado, tornaria o caso o maior da história envolvendo fraudes contra inativos do INSS.
Entre parlamentares mais críticos ao governo, cresce a desconfiança de que o caso não se limita a agentes privados. Para esses políticos, não seria surpresa encontrar “digitais do Palácio do Planalto” nas operações envolvendo o Banco Master e o mercado de consignados.
A expectativa é de que as próximas semanas tragam novos pedidos de convocação, quebras de sigilo adicionais e um aprofundamento das investigações sobre possíveis conexões políticas e empresariais no esquema.

Descrição Jornalista
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