Ciência 15/04/2020 10:31
Corrida para encontrar a vacina do Covid-19 está acelerada no mundo inteiro
A Covid-19 continua a se espalhar pelo Ocidente enquanto sua segunda onda atinge a Ásia.

A Covid-19 continua a se espalhar pelo Ocidente enquanto sua segunda onda atinge a Ásia.
Com o número de mortos já acima de 100.000 e o número de infectados próximo de 2 milhões, parece cada vez mais claro que apenas uma vacina poderá devolver o mundo à normalidade.
A corrida para encontrar a solução, sem esquecer sua dimensão propagandística, continua.
Os projetos dos Estados Unidos e da China, que começaram seus testes clínicos no mês passado, continuam na liderança: o injetável do gigante asiático já está preparado para passar para a segunda fase.
É o que foi anunciado pela empresa responsável, a CanSino Biologics, na última quinta-feira. O projeto foi desenvolvido em colaboração com a Academia Militar de Ciências Médicas do Exército de Libertação Popular (EPL), as forças armadas chinesas. Os esforços no terreno foram dirigidos pela bioengenheira e general de brigada Chen Wei, que foi para Wuhan no final de janeiro.
O resultado de seu trabalho é uma vacina de subunidade, uma fórmula de nova geração que só contém certos antígenos específicos sem patógenos, razão pela qual é considerada mais segura do que as técnicas tradicionais.
O início dos testes clínicos foi anunciado em meados de março, apenas um dia depois de os EUA terem feito o mesmo com seu projeto, financiado pelo Instituto Nacional de Saúde e desenvolvido pela empresa de biotecnologia Moderna Therapeutics.
Este, diferentemente da alternativa chinesa, usa uma tecnologia conhecida como RNA mensageiro (RNAm), que copia o código genético do vírus em vez de transmitir uma versão atenuada do mesmo. Até o momento, nenhuma vacina usando a fórmula RNAm foi aprovada para uso em seres humanos.
Nesta primeira etapa, a solução chinesa foi aplicada a 108 pessoas saudáveis, escolhidas entre mais de 5.200 candidatos, divididas em três grupos de acordo com a dose recebida. Um deles foi Xiang Yafei, um homem de 30 anos e dono de restaurante que contou sua experiência ao diário South China Morning Post, de Hong Kong. Ele recebeu a dose mais baixa.
“Tive febre de 37,6ºC nos dois primeiros dias. Foi como pegar um resfriado, com sintomas de cansaço e fadiga, mas no terceiro meu estado melhorou e basicamente estou saudável desde então.”
Deu em El Pais

Descrição Jornalista
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