Economia 07/11/2024 07:05
Copom eleva taxa Selic para 11,25% após vitória de Trump nos EUA
Após resultado das eleições americana, Comitê afirma que ambiente externo permanece desafiador

O Copom ( Comitê de Política Monetária ) do Banco Central aumentou, nesta quarta-feira (6), sua taxa básica de juros , a Selic , em 0,50 ponto percentual, elevando o percentual para 11,25%.
A decisão foi influenciada pela vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos .
Segundo o Copom, “o ambiente externo permanece desafiador, em função, principalmente, da conjuntura econômica incerta nos Estados Unidos, o que suscita maiores dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed”.
O Comitê avalia o cenário externo, que também é marcado por menor sincronia nos ciclos de política monetária entre os países, segue exigindo cautela por parte de países emergentes.
A intenção é ampliar as expectativas de juros mais altos para conter a inflação. Incertezas do mercado brasileiro têm ajudado a levar investidores a adotar uma postura mais cautelosa.
As expectativas de inflação para 2024 e 2025 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 4,6% e 4,0%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o segundo trimestre de 2026, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,6% no cenário de referência.
Especialistas consideram que os valores divulgados desta quarta-feira são consequência da pressão inflacionária, uma economia aquecida com mercado de trabalho e boa previsão do PIB, câmbio alto, e questões relacionadas ao fiscal que até o momento não há nenhuma previsão concreta de medidas reais por parte do governo.
“Isso tudo demonstrará que o COPOM permanece tendo como prioridade o combate à inflação, o que consequentemente traria credibilidade ao Brasil. Essa conjuntura, no Brasil, pode exigir ajustes nas políticas monetárias e mudanças no controle de inflação, impactando o custo do crédito, o consumo e o crescimento econômico”, analisa Sidney Lima, Analista CNPI da Ouro Preto Investimentos.
Já no cenário global, um dólar forte pode reduzir o ritmo de crescimento das economias emergentes, afetando o comércio internacional e a demanda por commodities, com reflexos diretos no Brasil, dada sua dependência de exportações de produtos básicos.
Deu em IG

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