Arqueologia 02/11/2024 16:27
Cidade portuguesa perdida do século 18 é encontrada na Amazônia
Embora os portugueses tenham chegado pela primeira vez ao Brasil em 1500, somente depois do final do Tratado de Tordesilhas em 1750, começaram a explorar oficialmente aquela região, que antes pertencia à Espanha.

Usando a tecnologia de sensoriamento remoto LiDAR, uma equipe de pesquisadores brasileiros descobriu evidências arqueológicas de um assentamento colonial português do século 18 em plena floresta amazônica.
Embora os portugueses tenham chegado pela primeira vez ao Brasil em 1500, somente depois do final do Tratado de Tordesilhas em 1750, começaram a explorar oficialmente aquela região, que antes pertencia à Espanha.
A partir daí, os colonos instalaram um administração colonial e fizeram da área um centro econômico, com mão de obra escrava, vinda da África.
O projeto Amazônia Revelada, liderado pelo arqueólogo Eduardo Neves, está usando a tecnologia LiDAR para fazer varreduras a laser em busca de estruturas perdidas na floresta amazônica.
A ideia é escanear a paisagem verde em busca de potenciais sítios arqueológicos escondidos debaixo de um espesso “dossel” de árvores.

Em entrevista recente, publicada no site da Rádio CBN, Neves explicou que o assentamento português é uma das três principais descobertas do projeto Amazônia Revelada.
As outras duas são uma estrutura de pedra em Rondônia, a Serra da Muralha, que aponta para uma ligação entre a Amazônia e os Andes; e um sítio indígena em forma de tabuleiro de xadrez, na Terra Rio Branco.
O assento do século 18, afirma o arqueólogo, é uma vila colonial portuguesa, localizada em uma região próxima ao município de Costa Marques, em Rondônia. Ele teria sido usado para transportar ouro através do rio Guaporé.
Confirmando a descoberta, equipe comprovou no local, com seus mapas, a existência de estruturas “‘que correspondem ao arruamento dessa antiga vila colonial portuguesa”.
Após a independência do Brasil, em 1822, o local foi abandonado, a floresta tomou conta, e os blocos de pedra foram retirados, explica Neves ao portal Metrópoles.

O Amazônia Revelada é um projeto amplo, que envolve arqueólogos, indígenas, moradores não indígenas, ribeirinhos e quilombolas, diz Neves à National Geographic Brasil.
A ideia é aproveitar a tecnologia LiDAR como uma espécie de visão de raio X para conseguir enxergar os sítios arqueológicos embaixo da floresta.
Além de eficiente, o LiDAR é um sensor versátil que pode voar em helicóptero, avião e até em drone.
Ele emite milhares de ondas por segundo em direção ao solo. Na Amazônia, a maioria delas vai bater na copa das árvores e voltar, mas, como são milhares por segundo, algumas vão atravessar as copas e chegar até a superfície.
Quando essas ondas voltam com uma frequência um pouco diferente, é um sinal de estruturas construídas ou cavadas no solo, esclarece Neves.

Descrição Jornalista
Não resta dúvida: Jair Bolsonaro é perseguido político
29/07/2026 17:07
MDB não optava pela neutralidade no 1º turno desde 2006
29/07/2026 16:28
RN recebe novas ambulâncias, gabinetes odontológicos e micro-ônibus para transporte de pacientes
02/07/2026 06:18 266 visualizações
Sesc RN aposta em lazer e cultura com lançamento de dois grandes projetos
02/07/2026 07:23 213 visualizações
11/07/2026 09:31 211 visualizações
5 alimentos que você nunca deveria consumir com café: o 3º surpreende até nutricionistas
13/07/2026 06:54 191 visualizações
02/07/2026 04:30 184 visualizações
Jornal italiano culpa imprensa brasileira por alimentar ilusões sobre a Seleção
08/07/2026 07:25 174 visualizações
Vinho ou cerveja: qual é realmente mais saudável?
02/07/2026 11:56 174 visualizações
Inmet emite alerta de chuvas intensas para as 167 cidades do RN
04/07/2026 12:42 169 visualizações
Intoxicação: casos de ciguatera disparam no RN e Saúde faz alerta
14/07/2026 07:52 168 visualizações
Declaração de John Textor deixa torcida do Botafogo preocupada
04/07/2026 11:31 152 visualizações