Casos de dengue aumentam 1.233% em Natal; SMS vê epidemia - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Pandemia 16/05/2022 10:52

Casos de dengue aumentam 1.233% em Natal; SMS vê epidemia

No comparativo com igual período do ano passado, o aumento de notificações é de 1.233,33%. Natal registrou 240 notificações de dengue entre janeiro e a primeira quinzena de maio do ano passado.

Casos de dengue aumentam 1.233% em Natal; SMS vê epidemia

A capital potiguar registrou 3,2 mil casos de dengue notificados entre janeiro deste ano e as duas primeiras semanas de de maio, de acordo com o Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) de Natal.

No comparativo com igual período do ano passado, o aumento de notificações é de 1.233,33%. Natal registrou 240 notificações de dengue entre janeiro e a primeira quinzena de maio do ano passado.

Com o cenário atual, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS/Natal) declarou que a cidade vive uma epidemia de dengue.

Segundo a diretora do DVS, Vaneska Gadelha, um gabinete de crise foi instalado em razão da epidemia para intensificar os trabalhos de combate e tratamento dos focos do mosquito.
No âmbito dos trabalhos, explica Gadelha, o Centro de Controle de Zoonoses de Natal (CCZ) identificou, por exemplo, que o descarte irregular de pneus em vias públicas é o principal criadouro para o Aedes aegypti na cidade.
“Os pneus estão se tornando criadouros em potencial disparados em toda a cidade. Há três semanas que nós estamos recolhendo de forma não oficial esse material (a Urbana já recolhe de forma oficial junto a borracharias cadastradas)”, esclarece a diretora do DVS.
Segundo ela, uma  força-tarefa entre o CCZ, a Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana) e a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) foi montada para o recolhimento.
Vaneska Gadelha afirma que são quase 3 mil pneus recolhidos por semana. Desses, 60% representam foco positivo para a dengue. Todo o material é levado para um galpão coberto da Urbana, de onde é destinado às empresas produtoras de pneus.
“Existe uma lei que responsabiliza as empresas pelo lixo que elas produzem. Portanto, é delas o dever de descartar esses produtos”, esclarece a diretora do DVS.
Mas o material recolhido em vias públicas não é a única preocupação do Departamento de Vigilância em Saúde de Natal.
A deficiência em vistorias a residências em alguns bairros de Natal também tem mantido aceso o sinal de alerta do DVS. Isso porque, segundo Vaneska Gadelha,  de cada 10 imóveis  visitados, 7 apresentam focos do Aedes aegypti. “A  deficiência na questão das vistorias se dá pela dificuldade das pessoas em aceitar a visita do agente de endemias. Há também o problema dos imóveis fechados”, afirma.
“Por isso nosso apelo é para que as pessoas deixem os agentes entrarem em suas casas. Se houver dúvidas em relação à identidade desse agente, o morador pode ligar para o CCZ e informar a matrícula do funcionário que receberá uma confirmação”, acrescenta Gadelha.
Deu na Tribuna do Norte

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


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