Campeão da Champions League muito jovem, pelo FC Porto dirigido por José Mourinho, Carlos Alberto entrou cedo para a história do futebol europeu.
O gol decisivo na final de 2004, contra o Mônaco, parecia o primeiro capítulo de uma carreira destinada ao estrelato permanente. O tempo mostrou outro roteiro.
Depois do auge, ele rodou pela Europa, voltou ao Brasil, passou por clubes importantes e nunca mais alcançou o nível que a promessa inicial indicava.
As declarações foram dadas no podcast “Entre Aspas Futebol”, num ambiente informal, em que Carlos Alberto falou de forma espontânea e sem filtro.
No trecho que circula nas redes, ele dispara críticas a comentaristas conhecidos. Cita Mauro César Pereira de maneira provocativa, dizendo que o ideal é colocar um quilo de jornal molhado na boca dele.
Sobre André Rizek afirmou que o comentarista da Globo se comporta como se fosse praticamente o inventor do futebol, adotando um tom professoral e definitivo, como se fosse a autoridade máxima.
Em seguida, questiona comentários feitos por ex-jogadores que, segundo ele, hoje “só falam merda”, referindo-se especificamente a Roger Flores, da Globo.
Ao citar o veterano e respeitado Renato Maurício Prado, faz um registro ambíguo: reconhece a inteligência do comentarista, mas afirma que sempre o achou desleal em determinados comentários.
Depois de listar os nomes, Carlos Alberto tenta deixar claro o ponto central do incômodo. Ele afirma não ter problema com críticas a desempenho ou análises duras dentro de campo.
O limite, segundo ele, é quando o comentário vira ataque pessoal, quando se fala inverdade e se cria uma atmosfera hostil que atinge familiares, pais, filhos e pessoas que não escolheram estar expostas.
O ex-jogador diz que fala de frente, cita nomes e não age pelas costas. Afirma que não tem medo de encontrar ninguém, que toparia conversar e resolver diferenças no diálogo. Ao mesmo tempo, deixa claro que reage quando entende que a crítica deixou de ser profissional.
Deu em Jornal de Brasília


