Brasil 17/06/2021 07:26
Burocracia trava avanço de negócios no Brasil, diz Banco Mundial
Levantamento do Banco Mundial mapeia diferentes regiões do país e conclui que São Paulo é o estado que oferece as melhores condições para o funcionamento de empresas. Distrito Federal fica na 12ª colocação

Na sequência, Minas Gerais, Roraima, Paraná e Rio de Janeiro completam a lista dos cinco estados com melhor classificação na pesquisa.
De acordo com o estudo, as regiões Sudeste e Sul tiveram os melhores desempenhos nacionais, mas, em todas as áreas, apesar de alguns avanços, os processos burocráticos ainda colocam o Brasil abaixo da média das economias da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da América Latina e do Brics, grupo de países emergentes composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
“O alto número de procedimentos e a falta de coordenação consomem tempo produtivo das pequenas e médias empresas. No entanto, uma visão granular de cada área revela gargalos, mas também boas práticas que podem ser replicadas através do país”, destacou o estudo de 368 páginas.
Os técnicos do Banco Mundial informaram que vão realizar palestras ao longo do ano para apresentar as conclusões e tentar disseminar as boas práticas identificadas para prefeituras brasileiras.
A pesquisa utiliza a metodologia do Doing Business, que é feito pelo Banco Mundial junto a 190 países para fazer um ranking por nações.
Na classificação global, que considera apenas os dados de São Paulo e do Rio de Janeiro, o Brasil se encontra em 124º lugar no ranking dos países com melhor ambiente de negócios liderado por Nova Zelândia e Cingapura.
O levantamento do Bird considera a nota média para as 27 capitais federais em cinco categorias analisadas pelos técnicos do estudo: abertura de empresas, obtenção de alvarás de construção, registro de propriedade, pagamento de impostos e execução de contratos.
Com isso, na lanterna do ranking, ficaram Pará, Bahia, Amapá, Espírito Santo e Pernambuco, que foram os piores lugares para se fazer negócios no país, pela nota média, segundo o estudo do Bird.
O Distrito Federal ficou em 12º lugar entre as 27 unidades federativas, mas destacou-se negativamente com a vice-liderança do pior lugar para se abrir empresa, com tempo médio de 24,5 dias, à frente apenas de Goiás, que ficou com a lanterna com o maior número de procedimentos exigidos.
Minas Gerais, por sua vez, ficou na liderança, com o menor prazo médio para o empreendedor conseguir a licença de funcionamento, de 9,5 dias, seguido por Santa Catarina, com 10 dias.
São Paulo, na liderança geral e da listagem para o registro de propriedade, está em 19º lugar no ranking para o pagamento de impostos. Essa categoria, que é a pior para o Brasil no ranking global do Doing Business, é liderada pelo Espírito Santo e tem o Pará em último lugar na classificação nacional.
As micro e pequenas empresárias brasileiras foram as que tiveram os negócios mais afetados pela pandemia da covid-19 em uma amostra de 37 nações.
Essa é uma das conclusões de uma pesquisa do banco norte-americano Goldman Sachs realizada junto às participantes do Programa 10 mil Mulheres. A iniciativa é voltada à capacitação de empreendedoras em 37 países, das quais 1,2 mil no Brasil.
Conforme a pesquisa, divulgada ontem, 83% das empreendedoras brasileiras conseguiram manter o negócio desde o início da pandemia. Outras 12%, porém, encerraram a empresa permanentemente, e 5% saíram do negócio com a chegada da covid-19 ao país.
Das 83% das empreendedoras brasileiras que conseguiram manter os negócios, a maioria (66%) contou que registrou queda na receita. Outras 20% responderam que o faturamento não sofreu alteração e 14% registraram crescimento na receita.
A pesquisa tem como base as ex-alunas do programa de capacitação do Goldman Sachs, realizado em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) e Fundação Dom Cabral.
Os dados mostram que 53% das entrevistadas reduziram o número de empregados. Outras 40% não alteraram o quadro de pessoal e apenas 5% contrataram novos funcionários.
De acordo com o estudo, 53% das ex-alunas que participaram da capacitação do Programa 10 mil Mulheres no Brasil precisaram focar mais na família durante a pandemia, e mais de um quarto dessas empreendedoras contou que o aumento desse foco acabou prejudicando a capacidade de gerenciar o próprio negócio.
Enquanto isso, 86% das empreendedoras contaram que sentiram que a performance de seus negócios foi impactada por esse fator fora do controle delas. Além disso, 71% dessas mulheres ainda se sentem confiantes sobre o futuro dos negócios.
“Descobrimos que quase todas as ex-alunas do programa tiveram dificuldade em gerir os seus negócios. O principal desafio foi financeiro, mas um segundo item importante foi relacionado ao papel único das mulheres como cuidadoras com responsabilidade pela gestão de famílias e empresas”, destacou o estudo.
O relatório ainda apontou que as empreendedoras brasileiras estão adaptando os modelos de negócio à nova conjuntura e adotando ferramentas digitais nesse novo ambiente em meio à pandemia.
“As provas da experiência com a covid-19 são claras: as mulheres líderes empresariais são resilientes. Mas, para prosperarem, precisam de toda a ajuda que podem obter”, complementou o documento.
Deu no Correio Braziliense

Descrição Jornalista
02/03/2026 06:21 277 visualizações
Trump: centenas de alvos foram atingidos no Irã e comando militar “se foi”
02/03/2026 04:40 249 visualizações
Atenção, usuários do Pix: novas regras já valem e afetam seu dinheiro
02/03/2026 08:16 245 visualizações
Jovens médicos começam a carreira no ‘escuro’, alerta estudo
01/03/2026 08:11 240 visualizações
Ataques ao Irã: entenda como ocorre o efeito em cadeia da elevação do preço do petróleo
03/03/2026 08:01 236 visualizações
MDB confirma mais três lideranças na disputa por vagas na Assembleia
03/03/2026 05:31 224 visualizações
Lulinha admite a interlocutores que teve voo e hotel pagos pelo Careca do INSS em viagem a Portugal
02/03/2026 11:26 221 visualizações
Mostra homenageia Assis Marinho e reforça política cultural do Governo do Estado
01/03/2026 07:43 219 visualizações
Ataque ao Irã deve pressionar preço de combustíveis, dizem especialistas
01/03/2026 04:44 218 visualizações
André Mendonça é o único que pode pedir sigilos de firma de Toffoli
02/03/2026 09:42 218 visualizações